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Elizabeth Bishop, a poetisa americana de ‘Flores Raras’

Meire Kusumoto

Quando o nascimento da poetisa americana Elizabeth Bishop (1911-79) completou 100 anos, em fevereiro de 2011, as comemorações no Brasil foram tímidas, sem grandes eventos ou relançamentos. Uma injustiça com um dos maiores nomes da poesia americana do século XX, que viveu por cerca de 20 anos, entre idas e vindas, em terras brasileiras, de onde saiu boa parte de sua produção. Uma injustiça que o livro Conversas com Elizabeth Bishop (Autêntica Editora, 192 páginas, 39,90 reais), uma reunião de entrevistas com a escritora lançada agora, e o filme Flores Raras, do cineasta Bruno Barreto, que entra em cartaz nesta sexta-feira, ajudam a desfazer.

LEIA TAMBÉM: ‘Queria falar da perda’, diz Bruno Barreto sobre ‘Flores Raras’

Foi no Brasil que Elizabeth viveu dois momentos cruciais, costumeiramente os mais lembrados quando se trata da biografia da poetisa: o anúncio de que ela tinha ganhado o Prêmio Pulitzer, em 1956, e o seu intenso relacionamento amoroso com a arquiteta carioca, embora nascida em Paris, Maria Carlota de Macedo Soares (1910-67), entre 1951 e 1967, quando Lota, como era chamada, cometeu suicídio. O romance deu origem ao livro Flores Raras e Banalíssimas (Rocco, 248 páginas, 34,50 reais), da escritora Carmen Oliveira, que acaba de ganhar nova edição de carona no filme de Barreto, ao qual serviu de base.

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  1. Comentado por:

    Rodrigo

    Poetisa, quanto tempo faz que não leio essa palavra.

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  2. Comentado por:

    Luciano

    A poetisa morou em Ouro Preto, MG,Brasil: quem já leu Bishop sabe que ela não nutria nenhuma simpatia pelos habitantes da cidade, achava provinciana, rude… Porque ela continuava a morar lá ?? Se merece homenagens que sejam feitas pelos americanos e não do povo do Brasil. Provavelmente ficou no Brasil por não ter ninguém e gostava, sei lá, das brigas e amores da Lota. Era muito esquisita, isto sim! Leia a obra dela!!!

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  3. Comentado por:

    Rodrigo Ribeiro

    Quem somos nos para jugar as atitudes de Elisabeth, devemos conhecer as pessoas bem próxima para falar delas.
    Digo que não li nenhuma poesia de Elisabeth mas digo que se ela tinha um comportamento diferente dos outros era por um motivo muito sério desde um trauma de infância até algo que só a pessoa pode descrever.
    Assisti o filme que conta um pouquinho da vida de Elisabeth e digo que agora vou ler algumas obras dela e aconselho o filme para pessoas que apreciam esse tipo de historia.

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  4. Comentado por:

    Alexandre

    é histórico isso, os estrangeiros fugindo do próprio país de origem se refugiam no Brasil porque a população daqui não tem amor próprio e se mistura com qualquer estranho, ela não saiu daqui por isso, e o fato de ser lésbica e se relacionar com uma latina, a tendência homossexual aflorou quando aportou em um país de clima tropical, onde as mulheres são mais amorosas, sensuais, aceitam certos abusos, ela provavelmente virou um macho em terras brasileiras, vide como uma mulher americana do norte se relaciona com os homens americanos

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  5. Comentado por:

    Josiane

    Amei o filme e agora to em busca do livro, e uma historia emocionante, sem preconceito, e conta a historia de um grande escritora!

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  6. Comentado por:

    Elda Godinho

    Elisabeth Bishop através do seu sofrimento das grandes perdas era uma grande mulher de carater, realmente uma excelente e iluminada escritora. Apesar de viver com as tragédias, realmente enfrentava com virtudes e qualidades. O filme de Bruno Barreto é excelente porque retrata uma história real sem exageros.Também, estava muito iluminado porque a escolha das atrizes foi fundamental no FILME. a atriz Miranda
    Otto ( Elisabete Bishop), foi magnifica nesse personagem, se fosse a J.Foster não seria tanto sucesso. E a Gloriosa atriz brasileira que completou o sucesso do filme. Parabens a Bruno Barreto.

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  7. Comentado por:

    janaina maria silva reis

    vi o filme recentemente.. adorei.adorei a poesia que ela diz no final…..sobre perder algo na vida…a ela mostrou no filme que a perda da sua companheira lota,,,,,,foi a perda mais dolorosa de todas em sua vida…..

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  8. Comentado por:

    kleid

    tive a oportunidade de assistir o filme… e tambem fazer algumas pesquisas sobre a poetisa..e sua vida amorosa.realmente e uma liçao de vida pois relata que a vida e uma questao de escolhas e oportunidades e so saber escolher o caminho certo …..saber lidar com a perca e uma situaçao egoista pois so temos certeza …que:
    nascemos e morremos…o resto e consequencia…

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  9. Comentado por:

    Valéria Regina Moura

    Amei o filme, E nunca me interessei por poesias, e com o que houvi no filme, fiquei muito interessada para ler todas as poesias dela e conhecer um pouco mais da vida dela e de Lota..

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