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Afinal, o que comemoramos no Dia Mundial da Obesidade?

As previsões em relação à obesidade estão cada vez mais pessimistas e desanimadoras. A mudança de hábitos é a chave do sucesso no tratamento

As previsões em relação à obesidade estão cada vez mais pessimistas e desanimadoras. No Brasil, a obesidade cresceu 60% em dez anos (2006-2016): passamos de 11,8% para 18,9% a porcentagem de indivíduos com o problema. Segundo o levantamento feito pela Vigitel, uma em cada cinco pessoas no país está acima do peso, e com isso também houve aumento da prevalência de doenças de alta morbidade, como o diabetes (a prevalência foi de 5,5 para 8,9%) e hipertensão arterial (aumento de 22,5 para 25,7%).

Nos EUA, entre as crianças de 2 a 15 anos, 12% estão com sobrepeso e 17% obesos e a incidência de diabetes tipo 2 nessa faixa etária aumentou de 6,4/100.000 pessoas (1994-1998) para 33,2/100.000 pessoas 2009-2013. Uma criança obesa tem um risco quatro vezes maior de desenvolver diabetes tipo 2 e um risco aumentado para o desenvolvimento de outras complicações .

O que podemos fazer?

Novas dietas, novas cirurgias, novos medicamentos? Não. Cada vez mais sabemos que a mudança de hábitos é a chave do sucesso no tratamento da obesidade e que para isso ocorra é necessário ensinarmos novos pensamentos, comportamentos e postura em relação à comida.

Como podemos despertar a reorganização da alimentação e redução da inatividade?

Nos EUA programas baseados no mindfulness (técnicas de meditação para gerar atenção plena) vêm sendo proposto nas escolas para melhorar a atenção às refeições, assim como o ‘5 2 1 0’, proposto por Cincinnatti que estimula crianças menores de 12 anos e suas famílias, através de educação nutricional, ao aumento do consumo de hortaliças e frutas, refeições completas e nutritivas, aumento da atividade física e cuidado com a qualidade do sono; e o Programa de prevenção New Moves, direcionado a meninas adolescentes, promovendo alimentação saudável, hábitos de atividade física e autoestima em relação à imagem corporal.

No Brasil os maiores centros trabalham com mudanças de comportamentos nos âmbitos emocionais, nutricionais e de atividade física. Cada vez mais a interação entre os profissionais de saúde (médicos, nutricionistas, psicólogas e treinadores físicos) e o Estado se faz necessário para colocar em prática as metas de controle do excesso de peso. Todos estão conscientes e concordantes de que para um controle em longo prazo são necessárias ações preventivas e ações que promovam mudança real e sustentável dos comportamentos de saúde.

No Hospital Sírio Libanês estamos desenvolvendo um Programa de Mudança de Comportamento com foco no desenvolvimento de autonomia alimentar, habilitando os participantes para que aprendam a fazer boas escolhas alimentares baseadas em suas sensações fisiológicas de fome e saciedade e em outras atitudes alimentares que influenciam o consumo alimentar, desmistificando e criando alternativas para as sensações de busca alimentar relacionada à gatilhos sociais e emocionais, auxiliando o reconhecimento corporal, fortalecendo a auto aceitação e identidade corporal, aumentando o nível de atividade física e redução dos comportamentos sedentários, de forma a promover, além da adequação do peso, engajamentos positivos com a comida, atividade física e expressão corporal.

Todos esses aspectos serão discutidos num fórum promovido pelo Hospital Sírio-Libanês no próximo dia 10 de outubro, a partir de meio-dia, em comemoração à Semana Mundial da Obesidade, junto com especialistas no assunto. O evento será aberto ao público e com transmissão simultânea pelo Facebook do hospital.

 

Claudia Cozer Kalil

(Ricardo Matsukawa/VEJA.com)

 

Quem faz Letra de Médico

Adilson Costa, dermatologista
Adriana Vilarinho, dermatologista
Ana Claudia Arantes, geriatra
Antonio Carlos do Nascimento, endocrinologista
Antônio Frasson, mastologista
Artur Timerman, infectologista
Arthur Cukiert, neurologista
Ben-Hur Ferraz Neto, cirurgião
Bernardo Garicochea, oncologista
Claudia Cozer Kalil, endocrinologista
Claudio Lottenberg, oftalmologista
Daniel Magnoni, nutrólogo
David Uip, infectologista
Edson Borges, especialista em reprodução assistida
Fernando Maluf, oncologista
Freddy Eliaschewitz, endocrinologista
Jardis Volpi, dermatologista
José Alexandre Crippa, psiquiatra
Ludhmila Hajjar, intensivista
Luiz Rohde,
psiquiatra
Luiz Kowalski, oncologista
Marcus Vinicius Bolivar Malachias, cardiologista
Marianne Pinotti, ginecologista
Mauro Fisberg, pediatra
Miguel Srougi, urologista
Paulo Hoff, oncologista
Paulo Zogaib, medico do esporte
Raul Cutait, cirurgião
Roberto Kalil, cardiologista
Ronaldo Laranjeira, psiquiatra
Salmo Raskin, geneticista
Sergio Podgaec, ginecologista
Sergio Simon, oncologista

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