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Um terço dos argentinos que vivem em centros urbanos é pobre

Em abril de 2014, o governo de Cristina Kirchner (2007-2015) suspendeu a divulgação dos índices de pobreza no país

Por Da redação Atualizado em 28 set 2016, 19h02 - Publicado em 28 set 2016, 18h05

Segundo o Instituto Nacional de Estatística e Censos da Argentina (Indec), a pobreza atinge 8,7 milhões de argentinos, que representam 32,2% da população urbana do país. A pesquisa também revelou que há 1,7 milhão de indigentes, ou 6,3% dos argentinos que vivem nas cidades, conforme metodologia do estudo – atualmente, 27 milhões de pessoas moram em centros urbanos na Argentina.

Essa foi a primeira pesquisa divulgada pelo Indec sobre a situação argentina após mais de dois anos de apagão estatístico, já que o instituto não publicava dados oficiais desde abril de 2014.

Além disso, a oposição acusava os governos de Cristina Kirchner e Néstor Kirchner de manipular dados divulgados pelo instituto. As últimas informações disponíveis, do primeiro semestre de 2013, situavam a pobreza na população urbana da Argentina em 4,7% e o índice de indigência em 1,5%. 

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Em abril de 2014, o governo de Cristina Kirchner (2007-2015) suspendeu a divulgação dos índices de pobreza, em um momento em que os dados estatísticos oficiais eram seriamente questionados por consultoras privadas e até por funcionários do próprio Indec.

Autoridades do instituto, lideradas por seu titular, Jorge Todesca, explicaram em entrevista coletiva nesta quarta-feira a nova metodologia usada para realizar a medição, adotada após o processo de reestruturação do organismo ordenado pelo governo de Mauricio Macri desde que ele assumiu o cargo, em dezembro de 2015.

No Brasil, segundo dados divulgados pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), a pobreza afetava 16,5% da população em 2014, enquanto a indulgência atingia 4,6% dos brasileiros.

(Com EFE)

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