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Zona do euro: desemprego atinge recorde, mas inflação desacelera

Segundo Eurostat, o taxa de desocupados subiu para 11,7% em outubro, enquanto os preços ao consumidor da região recuaram a 2,2% em novembro

Por Da Redação 30 nov 2012, 09h31

O desemprego na zona do euro atingiu novo recorde em outubro, com mais 173 mil pessoas desempregadas, enquanto os preços ao consumidor caíram fortemente em novembro e deram certo alívio às famílias durante a recessão. Segundo o escritório de estatísticas da União Europeia (UE) Eurostat, o desemprego subiu para 11,7% em outubro, acima da taxa de 11,6% em setembro e um aumento expressivo em relação ao nível de 9,9% um ano antes, deixando quase 19 milhões de pessoas sem emprego.

Já a inflação anual na zona do euro ficou em 2,2% em novembro, informou nesta sexta-feira a Eurostat – recuo ante a taxa de 2,5% em outubro e abaixo do nível de 2,4% previsto pelo mercado. Um dos menores crescimentos na inflação dos preços de energia em um ano ajudaram a trazer a inflação ao consumidor para perto da meta do Banco Central Europeu (BCE), de 2%, segundo a estimativa da Eurostat.

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Meses de sustentação da inflação combinada com desemprego recorde tornaram a vida de famílias endividadas ainda mais difícil, que sofrem a três anos com a crise de dívida pública que forçou governos e empresas a cortar empregos drasticamente.

Portugal, por exemplo, cortou vagas no setor público em 2012, enquanto empresas, que variam de fabricantes de automóveis até grupos financeiros, anunciaram milhares de cortes de empregos desde setembro. Ainda assim, os números gerais mascaram amplas diferenças pelo bloco de 17 países, com o desemprego na Áustria a 4,3% da população ativa e os níveis de desemprego na Espanha a 26,2% (o maior na Europa).

Fraqueza – Apesar da melhora no quadro de preços, a economia da zona do euro, que este ano caiu em recessão pela segunda vez desde 2009, pode ter apenas uma fraca recuperação no ano que vem, com níveis de desemprego ainda em alta, dizem economistas e autoridades.

“Nós ainda não saímos da crise”, disse o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, nesta sexta-feira. “A recuperação para boa parte da zona do euro certamente começará na segunda metade de 2013”, afirmou ele à rádio francesa Europe 1. Ele participou também nesta sexta-feira de um evento em Paris organizado pelo Tesouro francês, onde disse que uma maior integração europeia da eurozona facilitaria a prevenção da crise.

No mesmo evento, a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, ressaltou, em discurso, que os países da zona do euro devem consolidar suas finanças públicas “de forma vigorosa e confiável”, mas em um “ritmo razoável”. Lagarde se pronunciou a favor de dar “um apoio à demanda de curto prazo”, diante do risco persistente de estagnação, e destacou os lucros que as reformas estruturais trarão.

(com agências Reuters e EFE)

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