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Vendas do varejo crescem em maio e setor está 3,9% acima do pré-pandemia

Alta de 1,4% foi puxada pelo bom desempenho do vestuário durante o mês das mães; sete das oito atividades pesquisadas cresceram no período

Por Larissa Quintino Atualizado em 7 jul 2021, 12h47 - Publicado em 7 jul 2021, 09h25

Com a estabilização dos casos de Covid-19 e a flexibilização de regras de distanciamento social, o comércio varejista voltou a crescer em maio. Segundo dados divulgados pelo IBGE nesta quarta-feira, 7,  as vendas subiram 1,4%, segundo mês de alta. Com o resultado, o setor se encontra 3,9% acima do patamar pré-pandemia. No ano, o setor acumula ganho de 6,8% e avanço de 5,4% nos últimos 12 meses.

Nessa quarta, o IBGE divulgou uma revisão do resultado de abril. A alta de 1,8% foi revista para 4,9%. O ajuste decorre da aplicação do algoritmo de dessazonalização, que busca calibrar os efeitos sazonais no volume de compras no comércio, como festas de Natal e Páscoa, por exemplo. “Com a pandemia, há um novo cenário no comércio, com diferenças marcantes. O Carnaval, por exemplo, não ocorreu neste ano. Com isso, há ajustes recorrentes que são feitos, baseados nas informações que chegaram por último, que foram inseridas naquele mês”, diz o gerente da Pesquisa Mensal do Comércio, Cristiano Santos.

Já o resultado de maio mostra avanço em sete das oito atividades pesquisadas. A maior variação foi em tecidos, vestuário e calçados, que subiu 16,8%. A alta deste setor, vale salientar, ocorre no mês de dia das mães, uma das melhores datas para o varejo. “Esses setores vêm de trajetórias diferentes. A atividade de tecidos, vestuário e calçados, que teve a maior variação, já havia crescido 6,2%, mas ainda está muito abaixo do que estava antes da pandemia. Além disso, esse setor sofreu outra queda em março deste ano. Então é uma recuperação, mas em cima de uma base de comparação muito baixa”, afirma.

Além de vestuário, também avançaram no mês as atividades de combustíveis e lubrificantes (6,9%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (6,7%). Livros, jornais, revistas e papelaria (1,4%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (3,3%), hiper e supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,0%) e móveis e eletrodomésticos (0,6%) foram as outras atividades que tiveram aumento das vendas em maio.

A única atividade a ter queda no volume de vendas foi a de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-1,4%). “Tanto essa atividade quanto a de hiper e supermercados foram atingidas de forma diferente pelos efeitos da pandemia. Ambas foram consideradas atividades essenciais e não tiveram suas lojas físicas fechadas. Isso dá um caráter distinto em relação aos outros setores”, afirma.

No comércio varejista ampliado, que inclui, além do varejo, as atividades de veículos, motos, partes e peças (1,0%) e material de construção (5,0%), as vendas cresceram 3,8% na passagem de abril para maio. Também é o segundo mês consecutivo de alta. “Esse aumento foi puxado principalmente pelo setor de veículos, que tem uma base de comparação muito baixa e também não está nos patamares pré-pandemia, mas desde abril vem se recuperando. Material de construção também cresceu pelo segundo mês consecutivo”, diz o pesquisador.

De acordo com Cristiano Santos, o indicador acumulado nos últimos 12 meses aponta o crescimento no ritmo das vendas. “Em março de 2020, esse indicador estava em 2,2% e depois foi zerado pelos efeitos da pandemia. Após algum tempo, ele foi crescendo de forma lenta e, no início deste ano, caiu novamente por conta do agravamento da pandemia. De março a abril, houve aumento de três pontos percentuais. O final da trajetória até maio representou um momento de aceleração”, explica.

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