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Vale tem prejuízo de R$ 6,5 bi no 1º trimestre após Brumadinho

Impacto financeiro da ruptura da barragem foi de R$ 19,6 bilhões, com provisões, volumes perdidos e despesas de paradas

Por da Redação - 9 maio 2019, 20h25

A Vale teve prejuízo líquido de 1,642 bilhão de dólares (o equivalente a 6,486 bilhões de reais) no primeiro trimestre deste ano, devido a impactos da tragédia da ruptura da barragem de Brumadinho (MG), em 25 de janeiro. No mesmo trimestre do ano passado, a companhia havia registrado lucro de 1,590 bilhão de dólares (6,281 bilhões de reais).

De acordo com a companhia, as questões envolvendo Brumadinho levaram à empresa a apresentar o seu primeiro Ebitda (resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado negativo na história, de 652 milhões de dólares no trimestre. Nos primeiros três meses de 2018, a empresa reportou Ebitda de 3,926 bilhões de dólares.

Maior produtora global de minério de ferro, a Vale informou que o impacto financeiro da ruptura da barragem de Brumadinho foi de 4,954 bilhões de dólares, o equivalente a 19,6 bilhões de reais, devido a provisões, volumes perdidos, despesas de paradas, dentre outros.

No balanço, a empresa detalhou as provisões: programas e acordos de compensação/remediação (2,423 bilhões de dólares); descomissionamento ou descaracterização de barragens de rejeito (1,855 bilhão de dólares); despesas incorridas diretamente relacionadas a Brumadinho (104 milhões de dólares); volumes perdidos (290 milhões de dólares); despesas de parada (160 milhões de dólares); outros (122 milhões de dólares).

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A receita operacional líquida, por sua vez, chegou em 8,203 bilhões de dólares no primeiro trimestre deste ano, com queda de 4,6% ante o mesmo intervalo do ano passado. Em relação ao último trimestre de 2018, houve queda de 16,4%.

O rompimento da barragem da mina de ferro Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), com capacidade para armazenar mais de 12 milhões de metros cúbicos de rejeitos de mineração, liberou uma onda de lama que atingiu instalações da empresa, mata, comunidades e rios da região, incluindo o importante rio Paraopeba. Foram confirmados, até o momento, 237 mortos, outras 33 pessoas ainda estão desaparecidas.

(Com Estadão Conteúdo e Reuters)

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