Ultimo leilão das Fazendas Boi Gordo 12 anos depois da falência | VEJA
Clique e Assine por somente R$ 2,50/semana

Ultimo leilão das Fazendas Boi Gordo 12 anos depois da falência

Área restante da empresa, que na verdade era uma pirâmide financeira, tem 135.000 hectares; cerca de 30.000 investidores foram lesados

Por Da redação 12 set 2016, 18h05

A última etapa do leilão das terras das Fazendas Reunidas Boi Gordo acontece nesta terça-feira. A empresa faliu em 2004 e, desde então, os cerca de 30.000 investidores que aplicaram dinheiro no negócio tentam reaver parte do prejuízo. Esta será a última tentativa de vender os 135.000 hectares de terra que restam da empresa localizados na cidade de Comodoro (MT). A área equivale ao tamanho da cidade de São Paulo e foi alvo de uma outra tentativa de venda, fracassada, em 2014.

A etapa atual começou com uma rodada em agosto, com estimativa de levantar 500 milhões de reais no total, mas que não atraiu interessados. Agora, na segunda etapa, os credores esperam que o desconto de 30% a 40% nos valores pedidos para fechar negócio.  Os interessados podem fazer ofertas tanto pela área total como por lotes.

Leia também:
Comissão do Senado decide se idosos terão cota para voos de graça

Em dois anos, setor automotivo corta 200 mil empregos

A Boi Gordo atraiu investidores nas décadas de 1990 e 2000 ao prometer uma rentabilidade com a venda de gado de 42% em 18 meses, comparável àquela conseguida através de ações. Mas o negócio tratava-se de um esquema fraudulento conhecido como “pirâmide financeira”. Nesse modelo, que é insustentável a longo prazo, os lucros pagos aos associados mais antigos provêm do investimento dos novos entrantes. Assim, quando o ingresso de investidores começa a cair, a empresa fica sem dinheiro.

A empresa foi alvo de investigação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o que acabou barrando a entrada de interessados. Entre os investidores que foram lesados, estavam famosos como Marisa Orth, Felipão, Evair e Vampeta. Contudo, 70% dos credores eram pequenos investidores que aplicaram até 25.000 reais.

Continua após a publicidade
Publicidade