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Teto maior para compra de imóvel injetará R$ 4,9 bi na economia

Aumento da flexibilidade para trabalhadores retirarem recursos está no centro de políticas propostas por Temer para injetar ânimo na atividade

Por Da redação 17 fev 2017, 17h51

O aumento do valor do imóvel que pode ser comprado com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) ou financiado dentro das regras do Sistema Financeiro de Habitação (SFH) deve gerar impacto positivo de 4,9 bilhões de reais na economia, previu nesta sexta-feira a Secretaria de Planejamento e Assuntos Econômicos do Ministério do Planejamento.

Em resolução editada na véspera, o governo elevou o valor máximo de avaliação do imóvel a 1,5 milhão de reais em todas as regiões do país para o período de 20 de fevereiro a 31 de dezembro. Antes, o teto era de 950 mil reais nos Estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, além do Distrito Federal, e de 800 mil reais no restante do país.

  • Em nota, a secretaria estimou que a medida incentivará saques adicionais do FGTS de 490 milhões de reais neste ano, com a comercialização de 4 mil unidades habitacionais, gerando impacto na economia de 4,9 bilhões de reais, equivalente a 0,07% no Produto Interno Bruto (PIB).

    O aumento da flexibilidade para os trabalhadores retirarem recursos do FGTS está no centro de políticas propostas pelo governo do presidente Michel Temer para injetar ânimo na atividade após dois anos de aguda recessão. Também representa uma tentativa de ganho de popularidade em meio à tramitação de duras medidas fiscais, como a reforma da Previdência e o já aprovado teto para os gastos públicos.

    Em outra frente, Temer estimou nesta semana que o aval dado para liberação de saque das contas inativas do FGTS poderá movimentar outros 40 bilhões de reais na economia.

    (Com agência Reuters)

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