Clique e Assine a partir de R$ 9,90/mês

TelexFree: Avenida Paulista é palco de protestos de ‘divulgadores’

Manifestantes bloqueiam três das quatro faixas da avenida, no sentido Consolação

Por Da Redação 5 ago 2013, 14h52

Cerca de 200 pessoas protestaram na Avenida Paulista, no início da tarde desta segunda-feira, pedindo o desbloqueio de bens da TelexFree, segundo a Polícia Militar. O grupo fechou três das quatro faixas da via na altura do Museu de Arte de São Paulo (Masp), no sentido Consolação. Os manifestantes afirmam que a empresa é idônea e alegam que o bloqueio de bens é ilegal. No final de junho, o Tribunal de Justiça do Acre determinou o bloqueio de 6 bilhões de reais em bens da empresa – mas foram encontrados “apenas” 600 milhões de reais.

A TelexFree é investigada por ter criado um esquema de pirâmide financeira com mais de 1 milhão de participantes – o que configura crime contra a economia popular. Segundo o Ministério Público, a empresa usava a venda de pacotes de telefonia via internet (VoIP, na sigla em inglês) como negócio de fachada. Contudo, o MP acredita que seus ganhos eram obtidos por meio de “aplicações” financeiras feitas por indivíduos que aceitavam participar da rede, e não pela venda dos produtos.

O grupo protesta em favor da empresa, já que o bloqueio judicial impede que os pagamentos sejam feitos aos “divulgadores” – como são chamados os indivíduos que investiram na TelexFree. Protestos semelhantes foram feitos em Brasília e em cidades da região Nordeste.

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) pede que os motoristas evitem a avenida, que está parada da Praça Oswaldo Cruz até à Rua Professor Otávio Mendes. Agentes de trânsito estão no local orientando os usuários.

Leia também:

TelexFree: como o caso traumatizou uma cidade

Continua após a publicidade

BBom, Telexfree e mais onze empresas são investigadas por pirâmide financeira

Histórico – TelelexFree, BBom e outras 31 empresas estão sendo investigadas pelo Ministério Público pela criação de pirâmide financeira. A ação faz parte de uma força-tarefa de promotores e procuradores do Ministério Público de diversos estados brasileiros para desmembrar esse tipo de atividade ilegal, entre eles Goiás, Espírito Santo, Acre, Santa Catarina, Rio Grande do Norte, Ceará e Pernambuco.

A BBom e a TelexFree já tiveram seus bens congelados durante a investigação. No caso da primeira, a inserção de novos integrantes na rede era feita sob a alegação de que eles seriam parceiros em um comércio de rastreadores, que, segundo a investigação, era um negócio de fachada e nem mesmo os rastreadores eram homologados junto à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Leia também:

TelexFree nega ter recebido autorização para voltar a atuar

TelexFree: como o caso traumatizou uma cidade

Continua após a publicidade

TelexFree nega ter desviado R$ 100 mi após bloqueio de bens

Continua após a publicidade

Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique. Assine VEJA.

Impressa + Digital

Plano completo de VEJA. Acesso ilimitado aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias 24h e revista digital no app (celular/tablet).

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Receba semanalmente VEJA impressa mais Acesso imediato às edições digitais no App.



a partir de R$ 39,90/mês

MELHOR
OFERTA

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos de VEJA no site, com notícias 24h e ter acesso a edição digital no app, para celular e tablet. Edições de Veja liberadas no App de maneira imediata.

a partir de R$ 9,90/mês

ou

30% de desconto

1 ano por R$ 82,80
(cada mês sai por R$ 6,90)