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Desemprego cai para 5,2% em novembro, menor nível da história da Pnad Contínua

A principal pesquisa sobre a força de trabalho do Brasil registra 103,2 milhões de pessoas ocupadas, o que representa 59 % da população de 14 anos ou mais

Por Camila Pati Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 30 dez 2025, 09h19 • Atualizado em 30 dez 2025, 09h41
  • A taxa de desocupação no Brasil caiu para 5,2% no trimestre encerrado em novembro. Trata-se do menor patamar desde o início da série histórica da Pnad Contínua, em 2012. A Pnad Contínua é a principal pesquisa sobre a força de trabalho do Brasil. Sua amostra abrange 211 mil domicílios, espalhados por 3.500 municípios, visitados a cada trimestre.  Em novembro, ao todo, havia 5,644 milhões de pessoas em busca de emprego, o menor contingente já registrado pela pesquisa.

    A queda do desemprego veio acompanhada de novos recordes de ocupação. O país chegou a 103,2 milhões de pessoas ocupadas, elevando o nível de ocupação para 59,0% da população de 14 anos ou mais, também o maior da série. Segundo Adriana Beringuy, coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, a manutenção do emprego em patamar elevado ao longo de 2025 reduziu significativamente a pressão por busca de trabalho e sustentou a queda da desocupação.

    Os indicadores de subutilização, que mostram quantas pessoas poderiam estar trabalhando mais ou trabalhando de fato, mas não estão, reforçam o quadro positivo. A taxa caiu para 13,5%, a menor da série, com a população subutilizada recuando para 15,4 milhões de pessoas. No recorte setorial, a expansão do emprego no trimestre foi puxada pela administração pública, educação e saúde, enquanto, na comparação anual, também houve avanço em transporte e logística. A informalidade caiu para 37,7%, influenciada pelo recorde de trabalhadores com carteira assinada, que chegou a 39,4 milhões, e pelo aumento do emprego no setor público.

    A melhora do mercado de trabalho também se refletiu na renda. O rendimento médio real habitual alcançou 3.574 reais, novo recorde da série, com alta de 4,5% em um ano. Com mais pessoas trabalhando e salários mais altos, a massa de rendimentos chegou a 363,7 bilhões de reais, quase 20 bilhões a mais do que no mesmo período de 2024, reforçando o impulso do trabalho e da renda sobre a economia.

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