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Superávit comercial do Brasil em novembro foi o 2º pior do ano

Rio de Janeiro, 1 dez (EFE).- O Brasil registrou em novembro um superávit em sua balança comercial de US$ 583 milhões, o segundo pior resultado do ano, por causa de um aumento das importações e queda nas exportações como consequência da crise econômica mundial, informou o Governo nesta quinta-feira.

O saldo comercial do país não era tão baixo desde janeiro, quando ficou em US$ 398 milhões, e foi 75,2% inferior ao de outubro (US$ 2,35 bilhões), de acordo com os números divulgados pelo Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Entretanto, na comparação com novembro do ano passado (US$ 291 milhões), o resultado foi 100,2% maior. A queda do superávit foi provocada principalmente pelo forte aumento das importações, que somaram US$ 21,19 bilhões, valor recorde para novembro e 21,82% superior ao do mesmo mês do ano passado (US$ 17,39 bilhões).

As exportações, afetadas pela crise econômica em importantes destinos dos produtos brasileiros, caíram a US$ 21,77 bilhões, seu menor valor desde abril (US$ 20,17 bilhões) embora 23,1% maior que o de novembro de 2010 (US$ 17,68 bilhões).

O superávit acumulado nos 11 primeiros meses do ano ficou em US$ 25,97 bilhões, com um crescimento de 75,3% com relação ao mesmo período do ano passado (US$ 14,81 bilhões).

As exportações entre janeiro e novembro somaram US$ 233,9 bilhões, valor 28,7% superior ao dos primeiros 11 meses do último ano, tanto que as importações chegaram a US$ 207,9 bilhões, com uma alta de 24,6%.

O aumento do superávit este ano é atribuído ao crescimento dos preços de produtos básicos dos quais o Brasil é um importante exportador, como soja, ferro, petróleo, outros minerais e alimentos.

No último ano, o país obteve um superávit comercial de US$ 20,27 bilhões, o mais baixo nos últimos oito anos, como consequência da apreciação do real frente ao dólar.

Para 2011, se projeta um saldo positivo muito superior ao do ano passado, cerca de US$ 28,2 bilhões, segundo economistas de bancos privados consultados na última semana pelo Banco Central.

Entretanto, os economistas projetavam para 2011 um superávit comercial de apenas US$ 10 bilhões como consequência da forte desvalorização do dólar. EFE