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Soros anuncia rede acadêmica de US$ 1 bilhão para ‘combater ditadores’

O dinheiro do fundo também será usado em ações contra mudanças climáticas; em Davos, bilionário fez críticas a Bolsonaro e Trump

Por Da Redação - Atualizado em 25 jan 2020, 10h39 - Publicado em 25 jan 2020, 10h35

O bilionário George Soros anunciou na noite desta quinta (23), durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, que investirá US$ 1 bilhão (cerca de R$ 4,2 bilhões) para criar uma “rede acadêmica” cujo objetivo é lutar contra os “ditadores de agora e em gestação” e as mudanças climáticas. A iniciativa foi batizada de Open Society University Network.

De acordo com nota publicada no site da fundação de Soros, a Open Society Foundation, o projeto tem como ambição “conectar instituições de ensino superior pelo mundo”, para oferecer cursos e programas de graduação que reúnam estudantes e professores de diferentes países. A rede tentará chegar a lugares que não têm educação de qualidade, para promover “liberdade de expressão”, entre outros valores.

A Universidade Centro-Europeia, em Budapeste, fundada pelo próprio Soros, e o Bard College, perto de Nova York, estarão no centro da rede. No discurso, Soros afirmou que qualquer universidade poderá participar da iniciativa.

No discurso, o bilionário, um dos maiores investidores do mundo, criticou o Jair Bolsonaro por sua atuação na área ambiental e afirmou que o presidente brasileiro abriu a Amazônia para a criação de gado. Ainda classificou os governos de China, Rússia e Índia de “autoritários” e chamou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de “vigarista” e “narcisista”.

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