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Sessão da CCJ é interrompida após confusão e suspeita de deputado armado

Bismarck (PDT-CE) acusa delegado Waldir (PSL-GO) de estar portando arma dentro da Casa; ele nega e diz carregar apenas o coldre

Por da Redação - Atualizado em 9 abr 2019, 23h10 - Publicado em 9 abr 2019, 20h00

A audiência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados sobre a admissibilidade da reforma da Previdência foi interrompida após desentendimento entre deputados. O deputado Eduardo Bismarck (PDT-CE) acusou o Delegado Waldir (PSL-GO), líder do partido de Jair Bolsonaro na Casa, de estar armado.

A confusão se instalou quando deputados de oposição ainda tentavam emplacar questões de ordem, recusadas pelo presidente da CCJ, Felipe Francischini (PSL-PR). Os congressistas se aglomeraram à frente da mesa tentando impedir a leitura do parecer pelo relator, o delegado Marcelo Freitas (PSL-MG). Em determinado momento, Waldir se apoiou sobre a mesa da comissão, e uma fenda no paletó deixou o coldre à vista. Bismarck bradou que o deputado estava armado.

Começou um empurra-empurra e deputados chegaram a agarrar Waldir tentando identificar a arma. O deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS) disse que, ao segurar a mão do líder do PSL, tocou na arma. A sessão chegou a ser suspensa por dez minutos.

Bismarck disse que Francischini agiu mal e deveria ter lacrado o plenário, impedindo a saída de parlamentares. “O que os deputados estão comentando é que houve uma proteção a Waldir e a arma passou de mão em mão”, disse. O delegado Waldir afirmou que carrega apenas o coldre.

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Durante a problemática, o deputado Enio Verri (PT-PR) pediu que a presidência da sessão tomasse providência. “O regimento interno proíbe porte de arma de qualquer espécie nos edifícios da Câmara. O caso merece apuração interna, advertência ou representação no Conselho de Ética.”

A sessão teve início por volta das 14h40 e caminhava vagarosamente por causa de diversos bate-bocas entre os congressistas. O clima era de tensão desde o início, com deputados de oposição apresentando sucessivos requerimentos para tentar adiar o processo. A oposição pedia mudanças no texto e não permitia que o relator da reforma da Previdência lesse o relatório que discute a constitucionalidade da proposta, alegando que o texto deveria estar disponível aos parlamentares.

O presidente da CCJ suspendeu a reunião. E acalmou os congressistas aos disponibilizar o relatório no sistema. 

(Com Estadão Conteúdo)

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