Clique e Assine a partir de R$ 19,90/mês

Sem clima de festa: Mercado reduz projeção do PIB até 2023

Último Boletim Focus do ano teve também reduziu levemente a previsão da inflação para 2021, porém os números continuam muito superiores ao teto da meta

Por Luisa Purchio 27 dez 2021, 10h16

O último Boletim Focus do ano, divulgado na manhã desta segunda-feira, 27, pelo Banco Central, trouxe o tom pessimista do mercado com o andamento da economia. Os analistas consultados pelo Banco Central reduziram pela 11ª vez consecutiva a projeção do crescimento do PIB para 2021, consequência principalmente da inflação e da política de juros contracionista que freia a economia. De acordo com a estimativa realizada por mais de 100 instituições do mercado, este ano o PIB crescerá 4,51%, ante a projeção de 4,58% na semana passada e de 4,78% há quatro semanas. Em agosto, por exemplo, os analistas chegaram a projetar um avanço de 5,30%. Além deste ano, também houve redução nas projeções do crescimento em 2022 e 2023, sinalizando uma lentidão da economia pela frente.

Para o próximo ano, o mercado prevê um crescimento de apenas 0,42%, ante 0,50% na semana passada e 0,58% há quatro semanas. Para 2023, os analistas veem um crescimento de 1,80%, abaixo do 1,85% da semana passada e 2% há um mês.  Já a previsão da Selic para o anos próximos anos se manteve: 11,50% e 8%, respectivamente.

A inflação para 2021, por sua vez, teve a terceira queda consecutiva, em resposta à alta da Selic para 9,25% na última reunião do Copom, realizada em dezembro. O Boletim Focus prevê neste ano um Índice de Preços para o Consumidor Amplo (IPCA) em 10,02%, uma leve baixa de 0,02 ponto percentual em relação à semana passada. Há quatro semanas, as estimativas eram de 10,15%. Ainda que a inflação venha se reduzindo nas últimas semanas, as projeções apontam para um número bastante superior ao teto da meta estabelecida pelo Banco Central, de 5,25%.

Para 2022, as projeções do IPCA se mantiveram estáveis em relação ao número da semana passada, em 5,03%. Porém o índice também está acima do teto da meta, de 5%.

Câmbio

A cotação da moeda americana em relação ao real teve alta pelo Boletim Focus, de 5,60 reais na semana passada para 5,63 reais nesta. Há quatro semanas, a previsão era de 5,50 reais. O movimento de alta do dólar no final de ano já é esperado pelo mercado, uma vez que as empresas enviam remessas ao exterior neste período, o que pressiona a moeda.

Já para 2022, o câmbio subiu de 5,57 reais para 5,60 reais, ante a projeção de 5,50 há quatro semanas. O ano que vem será marcado pelas eleições presidenciais, portanto fazer projeções sobre a moeda americana é um palpite arriscado. Ainda assim, a previsão de alta do juros americanos no ano que vem deve valorizar a moeda americana no cenário mundial.

Continua após a publicidade

Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique. Assine VEJA.

Impressa + Digital

Plano completo da VEJA! Acesso ilimitado aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias 24h e revista digital no app, para celular e tablet.

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Receba semanalmente VEJA impressa mais Acesso imediato às edições digitais no App.

a partir de R$ 39,90/mês

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos de VEJA no site, com notícias 24h e ter acesso a edição digital no app, para celular e tablet.

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Edições da Veja liberadas no App de maneira imediata.

a partir de R$ 19,90/mês