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Saldo da balança é o maior para meses de maio desde 2012

O resultado de maio foi impulsionado por exportações de 16,76 bilhões de dólares e importações de 14 bilhões

As exportações superaram as importações em 2,76 bilhões de dólares no mês de maio, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) nesta segunda-feira. Trata-se do melhor resultado mensal apurado em 2015 e também do maior superávit comercial para meses de maio desde 2012, quando as vendas externas superaram as importações em 2,96 bilhões de dólaras.

O resultado de maio foi impulsionado por exportações de 16,76 bilhões de dólares e importações de 14 bilhões. Em maio do ano passado, a balança teve um superávit de 711 milhões de dólares.

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O saldo positivo de maio superou o teto das expectativas de mercado, que apontavam para um superávit comercial de 2 bilhões de dólares a 2,6 bilhões de dólares, de acordo com levantamento do AE Projeções com 16 instituições. A mediana das estimativas apontava para um superávit de 2,45 bilhões de dólares.

No acumulado do ano até maio a balança continua no vermelho, com déficit de 2,30 bilhões de dólares. As exportações somaram 74,70 bilhões de dólares nos primeiros cinco meses deste ano e as importações totalizaram 77 bilhões de dólares. No ano passado, o déficit até maio foi maior, de 4,86 bilhões de dólares.

Exportações – No consolidado do mês, as exportações seguiram afetadas pelo declínio no preço de importantes commodities para a pauta comercial brasileira. As exportações de produtos básicos sofreram retração de 20,8% ante maio de 2014, com destaque para o declínio do minério de ferro (-62,3%), petróleo em bruto (-15,9%) e farelo de soja (-10,6%). Os embarques de manufaturados e de semimanufaturados no mês também recuaram 8,6% e 4,7% na comparação anual, respectivamente.

No acumulado de janeiro a maio, as exportações de básicoscaíram 23,1%, para 34,50 bilhões de dólares, resultado explicado pela venda menor de minério de ferro (-48,8%), soja em grão (-29,7%), carne bovina (-24,4%) e carne suína (-18,1%). Os embarques de manufaturados caíram 10,8%, para 27,67 bilhões de dólares, com queda principalmente em óleos combustíveis (-62,2%), bombas e compressores (-25,1%), motores e geradores (-24,7%) e máquinas para terraplanagem (-23,4%).

Os principais países de destino das exportações foram China, com 13,73 bilhões de dólares, seguida por Estados Unidos, com 9,71 bilhões de dólares e Argentina, com 5,20 bilhões de dólares.

No acumulado de janeiro a maio, a queda das importações foi impulsionada pela conta de combustíveis e lubrificantes (que ficou no negativo em 44,3%), matérias-primas e intermediários (-25,3%), bens de capital (-24,3%) e bens de consumo (-16,1%). Os principais países de origem das importações até maio foram China, com 14,44 bilhões de dólares e Estados Unidos, com 11,88 bilhões de dólares.

(Com Estadão Conteúdo e Reuters)