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Rombo fiscal mostra que economia precisa de nova direção, diz Levy

Ministro da Fazenda ressaltou que redirecionamento envolve corte de gastos do setor público. Segundo ele, governo precisa criar uma situação fiscal segura

Por Da Redação 30 jan 2015, 11h26

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou a investidores e clientes do Banco Bradesco, nesta sexta-feira, que o resultado fiscal do governo central anunciado na quinta-feira “mostra que a economia brasileira precisa ser redirecionada”. O governo central registrou déficit de 17,2 bilhões em 2014, o primeiro da série histórica iniciada em 1997.

Levy destacou que no ano passado houve queda de mais de 7% nos investimentos. “O objetivo do governo é dar clareza para onde vai e, para isso, precisaremos de cooperação e contribuição de todo mundo”, afirmou. Sobre o Programa de Sustentação do Investimento (PSI), o ministro comentou a cifra de 400 bilhões de reais e avaliou que “não poderia continuar naquele ritmo”. Ele disse também que o Brasil tem capacidade de criar crédito de médio a longo prazo.

Levy disse que para redirecionar a economia é preciso haver confiança. “O papel do governo é criar uma situação fiscal que dê segurança a todos”, afirmou. Para o ministro, também é essencial o corte de gastos do governo. “A lei de responsabilidade fiscal exige este exercício (de cortar gastos)”, comentou. Nesse sentido, Levy citou a reversão de algumas desonerações.

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Crescimento – Sobre a retomada da atividade econômica no Brasil, o ministro afirmou que “há muita coisa que o governo não vai fazer” e que “a retomada da atividade depende de investidores”. “Nosso papel é garantir ambiente seguro ao investidor”, disse Levy. Na avaliação do titular da Fazenda, o Brasil tem todas as condições para passar para um novo estágio. “Não vamos ficar presos à armadilha da renda intermediária que outros países têm”, pontuou.

Levy destacou que o governo tem o compromisso de ampliar e lançar novas concessões e que pretende aproveitar o mercado de capitais e a poupança doméstica e externa para voltar a crescer. “Precisamos entender que os termos de troca mudaram”, disse.

Câmbio – O ministro chegou a dizer também que “não há intenção de manter o câmbio artificialmente valorizado”, mas, em nota, a assessoria de imprensa da Fazenda esclareceu que Levy estava se referindo ao cenário internacional e não ao Brasil.

Investidores – Levy recebeu nesta manhã investidores institucionais estrangeiros que desembarcaram em Brasília para obter, justamente, informações sobre o ajuste fiscal do governo em 2015. O grupo estava preocupado, sobretudo, com as negociações políticas no Congresso Nacional para aprovação de medidas de austeridade fiscais, entre elas, as novas regras para o seguro-desemprego, que vêm desencadeando protestos de centrais sindicais.

(Com Estadão Conteúdo)

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