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Republicanos oferecem aumento de curto prazo do teto dívida

Em troca, oposição a Obama quer diálogo para outras questões, como a reforma da saúde

Por Da Redação - 10 out 2013, 10h26

Os deputados republicanos dos Estados Unidos vão oferecer ao presidente Barack Obama um aumento de curto prazo do limite de endividamento federal, se ele concordar em negociar uma série de temas fiscais, incluindo uma fonte de financiamento para reabrir o governo. A informação foi confirmada pelo presidente da Câmara, o republicano John Boehner. “O que nós queremos fazer é oferecer ao presidente hoje a capacidade de realizar um aumento temporário no teto da dívida, num acordo para negociar sobre o Orçamento”, disse Boehner, após apresentar o projeto a parlamentares do partido.

O plano para elevar a capacidade de empréstimo dos EUA seria condicionado ao início de negociações com Obama e os democratas, que inicialmente se negaram a dialogar, segundo os republicanos.

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O aumento termporário do teto da dívida serviria para ganhar tempo nas negociações sobre medidas mais amplas, de acordo com assessor da liderança republicana. Ainda não está definido por quanto tempo seria permitida essa elevação, mas um acordo entre republicanos e democratas neste sentido iria, no mínimo, evitar um possível calote em 17 de outubro, quando o governo não será mais capaz de tomar empréstimos e também quando vencem obrigações bilionárias.

Conversas – Obama já se mostrou disposto a aceitar uma elevação do teto da dívida por tempo limitado, desde que não sejam feitas exigências especiais. Ele iniciou na quarta-feira uma rodada de reuniões com líderes no Congresso em busca de uma solução para a crise do Orçamento. Obama já se reuniu na Casa Branca com os líderes democratas da Câmara e, nesta quinta, seguirá com as discussões com republicanos e com a bancada democrata no Senado.

Obama e o vice-presidente Joe Biden vão se reunir com senadores democratas às 14h45 (Brasília), na Casa Branca, antes da reunião com as lideranças e outros parlamentares republicanos no Congresso, marcada para as 17h30 (Brasília).

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Segundo a Casa Branca, Obama e os parlamentares democratas “continuarão a apelar às lideranças republicanas para que permitam a aprovação na Câmara do projeto já aprovado no Senado para uma votação definitiva”. “Um projeto que, se levado ao plenário, passaria com maioria bipartidária e poria fim a essa paralisação danosa do governo”, diz a Casa Branca.

Votação – O líder da maioria democrata no Senado, Harry Reid, disse também nesta quinta que a Casa votará no sábado o projeto democrata para suspender o teto da dívida até o fim de 2014.

Em discurso no plenário, Reid disse que é fundamental que o Congresso reabra o governo federal e eleve o teto da dívida antes de iniciar conversas fiscais mais amplas. Segundo ele, quando essas duas coisas estiverem resolvidas, “vamos conversar com os republicanos sobre qualquer coisa”.

Reid criticou o presidente da Câmara, o republicano John Boehner, por buscar negociações com o presidente Barack Obama e depois enviar somente 18 republicanos para uma reunião na Casa Branca. “A principal conversa é a que eles não querem”, afirmou.

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Discursando após Reid, o líder da minoria republicana no Senado, Mitch McConnell, chamou o projeto da Casa para elevar o teto da dívida de “cheque em branco que daria a Washington passe livre para tomar um trilhão emprestado”.

Paralisações – As atividades da Casa Branca estão parcialmente paralisadas desde terça-feira passada, após o prazo para a votação do orçamento do novo ano fiscal ter expirado. Com a falta de acordo entre o Senado, cuja maioria é democrata, e Câmara, maioria republicana, os EUA também se aproximam de um possível calote no dia 17 de outubro, quando inúmeras obrigações estatais no valor de 78 bilhões de dólares vencem.

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(com agência Reuters)

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