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‘Quem acha pouco é só não retirar’, diz Bolsonaro sobre os R$ 500 do FGTS

Presidente defende a medida e afirma que é 'pequeno ânimo para a economia' e que 'foi feito o que era possível'

Por da Redação 25 jul 2019, 16h39 | Atualizado em 3 jul 2026, 13h51
‘Quem acha pouco é só não retirar’, diz Bolsonaro sobre os R$ 500 do FGTS Priorize VEJA no Google

O presidente Jair Bolsonaro defendeu nesta quinta-feira, 25, a quantia de até 500 reais liberada para saques de contas ativas e inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) conforme medida anunciada na véspera pela equipe econômica para ativar a atividade da economia brasileira. “Fizemos o que era possível ser feito. Quem acha pouco é só não retirar”, afirmou.

Segundo o presidente, a medida é um “pequeno ânimo para a economia”. Questionado se os recursos não seriam utilizados mais para o pagamento de dívidas do que para o consumo, Bolsonaro disse que foi feito o que era possível. “Não podemos abrir de forma muito ampla porque prejudicaremos os mais pobres na aquisição da sua casa. E o governo não vai abandonar isso aí”, disse, após visita a colégio militar em Manaus.

O governo federal anunciou na quarta-feira, 24, novas regras para a liberação dos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Entre as medidas, estão o saque para todo o trabalhador de até 500 reais neste ano e a criação de uma nova regra que permitirá ao trabalhador ter acesso a uma parcela do dinheiro anualmente, batizada de “saque-aniversário”. Essa medida é opcional, e, caso a escolha, o cidadão abdica da regra anterior, em que o dinheiro era liberado em caso de rescisão de contrato de trabalho. O valor a ser retirado aumenta percentualmente quanto menor o saldo da conta. Além disso, existe uma parcela que é adicionada ao total a ser retirado. Confira aqui na calculadora o valor que você pode receber anualmente de acordo com o seu saldo no Fundo de Garantia. 

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Segundo o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, serão 106 milhões de pessoas beneficiadas com a movimentação de recursos de 260 milhões de contas. As agências e correspondentes bancários serão abertos sábados e domingos para atender aos trabalhadores, segundo o executivo. A medida vai liberar 42 bilhões de reais na economia brasileira, sendo 30 bilhões de reais neste ano (28 bilhões de reais do FGTS e 2 bilhões do PIS/Pasep) e 12 bilhões de reais em 2020.

(Com Estadão Conteúdo)

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