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Putin diz que Rússia pode demorar dois anos para sair da crise

Em entrevista, presidente admitiu a necessidade de corte de gastos e apoiou ações tomadas pelo governo e banco central para conter queda do rublo

Por Da Redação 18 dez 2014, 09h26

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou nesta quinta-feira que a economia russa vai se recuperar depois do colapso do rublo ante o dólar, mas alertou que pode demorar dois anos para que o país saia da crise. Sob pressão para mostrar que tem um plano para tirar a Rússia da crise em sua entrevista à imprensa de final de ano, Putin apoiou as ações do banco central e do governo e admite cortar gastos públicos. “Se a situação se desenrolar desfavoravelmente, teremos que ajustar nossos planos. Sem dúvida, teremos que cortar alguns (gastos)”, disse Putin.

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O impacto geopolítico da queda do preço do petróleo

A economia russa está caminhando para uma recessão a qual o ministro da Economia, Alexei Ulyukayev, chamou de “tempestade perfeita”, resultado da combinação entre a queda do preço do petróleo, sanções do Ocidente pela crise da Ucrânia e problemas econômicos globais. O rublo já perdeu cerca de 46% ante o dólar neste ano.

Inicialmente o governo havia adotado uma atitude passiva diante da queda da divisa, justificando que dependia principalmente de fatores externos e que a moeda acabaria subindo. Mas, diante do desenrolar dos acontecimentos, Putin recorreu aos esforços do banco central do país para apagar o incêndio, com medidas de apoio aos bancos e negociações com os grandes grupos exportadores para evitar que a venda de divisas afetasse muito a moeda.

Em seu pronunciamento, Putin também reforçou a necessidade de diversificar a economia russa, bastante dependente da venda de petróleo, e a necessidade da adoção de medidas adicionais. “Tem havido resultados, mas o governo precisa adotar outras medidas”, afirmou.

(Com agência Reuters)

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