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Projeção do IPCA sobe para 5,12% em 2012, aponta Focus

Estimativa para a inflação oficial no ano que vem também foi elevada pelos economistas ouvidos pelo Banco Central, para 5,53%

Por Da Redação - 30 abr 2012, 09h04

O mercado financeiro elevou suas projeções para o comportamento da inflação em 2012 e em 2013, aponta a pesquisa Focus divulgada nesta segunda-feira pelo Banco Central.

No levantamento, a mediana das expectativas subiu de 5,08% para 5,12% para este ano. Está abaixo, no entanto, da estimativa observada há um mês, quando o mercado projetava alta de 5,27% na inflação. Para 2013, os números para a inflação oficial no país também foram alterados, de 5,50% para 5,53%. A projeção para a alta dos preços nos próximos doze meses subiu de 5,47% para 5,53%.

A estimativa para o IPCA do grupo dos analistas que mais acertam as projeções, o chamado Top 5 da pesquisa Focus, subiu de 4,91% para 4,99% para 2012. Para 2013, a previsão se manteve em 5,40%. Há um mês, o grupo apostava em alta de 5,27% e 5,10%, respectivamente.

Entre todos os analistas ouvidos pelo BC, a mediana das estimativas para o IPCA em abril teve ligeira elevação, de 0,54% para 0,56%, acima do 0,50% previsto há um mês. Para maio, a previsão seguiu em 0,47% pela quinta semana seguida. O BC vem repetidamente afirmando que a inflação vai convergir para o centro da meta oficial de 4,5% pelo IPCA no fim do ano.

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PIB – A perspectiva para ampliação do Produto Interno Bruto (PIB) em 2012 teve ajuste marginal para 3,22%, apenas 0,01 ponto porcentual acima do verificado no Focus da semana anterior. Um mês atrás, a estimativa era de 3,20%.

Para o ano que vem, o ajuste na projeção do PIB foi um pouco mais significativo, de 0,05 ponto porcentual em relação ao dado da semana passada, para 4,30%. Quatro semanas atrás, a estimativa era de 4,20%.

Selic – O mercado financeiro manteve a previsão de que a taxa básica de juros, a Selic, permanecerá em 9% ao ano na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em maio, mesmo depois de o BC indicar que pode continuar baixando os juros. O relatório Focus mostrou ainda que os analistas preveem que a Selic terminará o ano em 9% e fechará 2013 em 10%, também inalterado em relação à semana passada.

Em sua ata da última reunião do Copom, divulgada na semana passada, o BC indicou que deve continuar reduzindo a Selic, embora tenha destacado que qualquer movimento deve ser conduzido com “parcimônia”. Em 18 de abril, o comitê reduziu a taxa em 0,75 ponto porcentual, para os atuais 9%. Logo em seguida, parte dos agentes econômicos passou a fazer apostas em mais cortes, entre 0,50 e 0,25 ponto porcentual.

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Poupança – O mercado continua atento às decisões do BC em relação à taxa Selic, entre outros aspectos, por causa da poupança que, no limite, pode evitar mais cortes na taxa básica de juros. O Ministério da Fazenda já tem um mix de alternativas para manter a poupança menos atrativa que as aplicações nos fundos de investimento e evitar a migração de recursos. Segundo uma fonte próxima ao assunto, entre elas estavam a possibilidade de reduzir a rentabilidade da poupança, mas mantê-la isenta de Imposto de Renda (IR). Outra ação em estudo propõe o contrário: manter a rentabilidade, mas passar a tributar os ganhos financeiros a partir de aplicações acima de 50 mil reais.

O rendimento da poupança é fixado em 0,50% ao mês, mais a variação da Taxa Referencial, mas o aplicador é isento de Imposto de Renda. A queda da Selic pode provocar uma migração dos investidores das aplicações em renda fixa, que são remuneradas pela taxa básica, para a poupança, o que causaria distorções no mercado.

(Com Agência Estado e Reuters)

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