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Projeção de inflação estaciona e Selic volta a subir no Boletim Focus desta semana

No Boletim Focus desta semana, analistas projetam uma alta de 3,91% para o IPCA e taxa Selic em 12,13% no fim do ano

Por Márcio Juliboni Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 9 mar 2026, 09h01 •
  • O Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira 9, mostra que o mercado parou de apostar na queda da inflação deste ano – pelo menos, por enquanto. Pela segunda semana consecutiva, o mercado manteve a previsão de uma alta de 3,91% para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país. Ao estacionar nesse patamar desde 23 de fevereiro, o Focus interrompe uma sequência de sete semanas de cortes nas projeções de inflação de 2026. Além disso, os agentes financeiros ouvidos pelo BC elevaram a expectativa para 2027 para uma alta de 3,80%, levemente acima dos 3,79% da semana passada.

    As projeções estão acima do centro da meta de inflação de 3% determinado pelo Conselho Monetário Nacional, o que dificulta o trabalho do BC de reduzir a taxa básica de juro, a Selic. A estimativa para a Selic, aliás, voltou a subir nesta edição do Focus. Era de 12% na semana passada e foi para 12,13% agora. Embora os analistas deem como certo o início dos cortes da Selic na reunião prevista para os dias 17 e 18 de março, a piora da conjuntura internacional já desperta temores de que ele seja adiado.

    O agravamento da guerra entre os Estados Unidos e o Irã levou os iranianos a decretarem o fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa 20% da produção mundial de petróleo. Com isso, os preços da commodity dispararam nos últimos dias. Na manhã de hoje, o barril do tipo Brent era negociado acima dos 100 dólares, reagindo à decisão de grandes produtores, como o Kuwait, o Iraque e o próprio Irã, de reduzir o fornecimento.

    Com a escalada do petróleo, os analistas se perguntam por quanto tempo a Petrobras segurará os preços dos combustíveis no mercado doméstico. Em momentos de forte volatilidade, a estatal costuma aguardar até que as cotações se estabilizem para avaliar a necessidade de ajustes, mas os importadores já pressionam a companhia devido à defasagem entre os valores praticados no país e a cotação internacional, sobretudo em relação ao óleo diesel.

    Mesmo a expectativa de que o dólar encerre o ano em 5,41 reais, presente no Focus desta semana, não deve aliviar a situação da petrolífera. Esta é a terceira semana consecutiva em que os analistas consultados pelo BC reduzem as previsões para o câmbio.

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