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Prisão de diretor de FMI não deve tumultuar mercados

Para analistas, escândalo com Dominique Strauss-Kahn não é suficiente para causar nervosismo entre os investidores

Por Carolina Guerra 16 Maio 2011, 13h25

Recuo das bolsas asiáticas nesta segunda-feira guarda relação direta com o recuo nas cotações das commodities

A prisão de Dominique Strauss-Kahn, diretor-gerente do FMI, neste sábado em Nova York, acusado de abusar sexualmente de uma camareira no hotel que estava hospedado, não representa um motivo forte o suficiente para tumultuar o mercado mundial. Na visão dos analistas, o fato de as bolsas asiáticas terem fechado o dia em baixa foi um fato isolado e pode ser explicado pela continuidade da queda dos preços das commodities. A Bovespa, por volta das 13:15, operava em alta de 0,60%, após uma baixa apresentada nos primeiros minutos do pregão. As bolsas americanas seguiam sem uma direção definida: o índice Dow Jones da Bolsa de Nova York operava em alta de 0,07%, ao passo que a Nasdaq cedia 0,83% e o S&P 500 recuava 0,04%.

O fato de o FMI ter sido rápido em se pronunciar sobre o caso é apontado como um dos motivos para o baixo impacto do escândalo. No dia seguinte à prisão, a entidade soltou um comunicado dizendo que o caso deveria ser resolvido com os advogados pessoais de Strauss-Kahn e as autoridades americanas, e que o Fundo funcionaria normalmente.

“O impacto foi bastante contido e o FMI foi muito rápido em se pronunciar sobre o caso”, aponta Raphael Martello, especialista em economia internacional da consultoria Tendências. “O diretor do FMI não tem um peso político tão grande para deixar o mercado em uma situação crítica”, completa. “A prisão não vai ter muita influência nos mercados. O FMI é uma instituição maior que a figura de Strauss-Kahn”, diz Rafael Chaves Santos, professor do Instituto Brasileiro de Mercado de Capotais (Ibmec).

Outro fator que amortece o impacto é que a saída do diretor-geral do Fundo já estava prevista para acontecer em breve. Entre seus planos estava uma tentativa de concorrer à presidência da França no ano que vem. Strauss-Kahn era o candidato favorito nas pesquisas de voto para concorrer com o atual presidente francês, Nicholas Sarkozy.

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