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Primeiro programa do Snapchat será sobre reencontro de casais

Show estreia em abril e deve aumentar proposta de anúncios antes de IPO. Brasileiros terão de esperar até que programa fique disponível no país

A Snap, proprietária do Snapchat, está produzindo sua primeira série original que será veiculada em seu aplicativo. “Segunda Chance”, que estreia em abril, é uma parceria com a gigante de mídia americana A+E Networks. A série abordará casais que terminaram e que, no programa, discutirão o fim de seus relacionamentos. Abaixo, o conceito descrito pela Snap e pela 45th & Dean, agência da A+E Networks:

“O programa mostra as emoções do reencontro de casais que vão explorar os detalhes do término cara a cara pela primeira vez. Neste cenário sincero, os casais que buscam um ponto final em suas histórias também descobrirão oportunidades para a reconciliação. A série contará com oito episódios semanais, disponíveis para Snapchatters nos Estados Unidos, Reino Unido, Canadá e Austrália.” Ainda não há previsão de lançamento para o Brasil.

De acordo com a companhia de tecnologia, os programas do Snapchat parecem mais com episódios de TV e ficam separados dos do Discover, produzidos por parceiros, e das Stories, que são feitas por usuários. Diferentemente da maioria dos conteúdos do aplicativo, os programas não desaparecerão depois de 24 horas.

O vice-presidente de conteúdo da empresa Snap, Nick Bell, acredita que o investimento da A+E Networks em contar histórias é exatamente o que o Snapchat Shows precisa. “A capacidade de criar conteúdo exclusivo e totalmente original para um público-alvo móvel por alguns dos melhores contadores de histórias do mundo” é o que Bell espera e acredita para a parceria.

Pensando no IPO

Para fortalecer a companhia em meio aos preparativos de seu IPO, a Snap está buscando investimentos entre 100 milhões e 200 milhões de dólares de compradores de mídia. A parceria com a A+E pode corroborar e atrair investidores para o aplicativo. Em documento entregue à comissão reguladora americana (SEC, na sigla em inglês), a empresa alegou que seus anúncios eram melhores do que a publicidade televisiva.