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Primeiro ‘advogado-robô’ do país acelera processos

Advogado-robô deve substituir mão-de-obra de profissionais em início de carreira, prevê fabricante

Por Da redação Atualizado em 23 out 2017, 15h22 - Publicado em 20 out 2017, 19h25

O ELI (sigla em inglês para Inteligência Legal Melhorada) é o primeiro advogado-robô do país. Lançado pela empresa Tikal Tech, ele usa inteligência artificial para acelerar o andamento de processos e aumentar a produtividade dos escritórios de advocacia.

“Ele é o primeiro robô que consegue organizar um processo do começo ao fim”, afirma Antonio Maia, sócio-diretor da Tikal.

  • Segundo Maia, uma das vantagens é a redução de prazos para montagem de processos. Ele cita o caso de um escritório que demorava 34 dias para protocolar as petições iniciais de ações trabalhistas após a fase de entrevistas. “Agora, a petição sai assim que as entrevistas acabam.”

    Para o executivo, a adoção de robôs-advogados permitirá que escritórios assumam causas que antes não compensavam financeiramente. Por outro lado, serviços hoje exercidos por estagiários e advogados em inícios de carreira tendem a ser substituídos por robôs, prevê Maia. “O serviço de pesquisa e coleta de informações, atribuição de profissionais em início de carreira, pode ser executado pelo robô.”

    O ELI vai ser apresentado na Fenalaw, maior feira jurídica da América Latina, que acontece de 24 a 26 de outubro, no Centro de Convenções Frei Caneca, região central de São Paulo.

    Entre as novidades da feira está uma área dedicada exclusivamente a startups jurídicas, também conhecidas como lawtechs ou legaltechs.

    “As startups estão mudando o cenário jurídico brasileiro. Ao unir tecnologia a procedimentos jurídicos, as lawtechs auxiliam profissionais do setor”, diz Maria Juliana do Prado Barbosa, diretora da Fenalaw.

    Para chamar a atenção para os lançamentos da área de inovação, um robô de 2,70 metros de altura vai interagir com o público da feira.

    Segundo cálculos dos organizadores do evento, o mercado jurídico movimenta 50 bilhões de reais por ano. O setor que cresce cerca 20% anualmente, embalado por operações da Polícia Federal.

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