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Bitcoin ultrapassa US$ 6 mil e mercado se aproxima de US$ 100 bi

Moeda virtual foi cotada a US$ 6.003,81 (R$ 19.125) nesta sexta, segundo levantamento da empresa CoinDesk

A cotação do bitcoin chegou a 6.003,81 dólares (19.125 reais) nesta sexta-feira, de acordo com a empresa CoinDesk, que faz pesquisa e monitoramento da moeda virtual. Com isso, o valor de mercado total chegou a 99,7 bilhões de dólares (317,8 bilhões de reais).

Essa valorização coloca a criptomoeda mais popular do mundo acima ou igualada a companhias tradicionais que integram o índice americano de ações Dow Jones, como a United Technologies (96 bilhões de dólares), e a American Express (82 bilhões de dólares).

Não é possível estabelecer paralelos entre o bitcoin e companhias tradicionais, mas a comparação ressalta o aumento estratosférico da moeda virtual. Outra ressalva que deve ser feita é que a cotação do bitcoin é feita por diversas empresas especializadas, já que a moeda virtual não tem nenhuma instituição oficial por detrás dela.

O novo recorde do bitcoin aconteceu no mesmo dia em que o índice Dow Jones ultrapassou a marca de 23.000 pontos, acumulando valorização de 17% no ano. No entanto, o ativo virtual se valorizou de 520%.

Expectativas

De acordo com o diretor da eToro, uma plataforma de trading, Iqbal Gandham, a compra continuada de bitcoins antes que a rede seja dividida novamente está ajudando a estimular o investimento. No dia 25 de outubro, será lançado o Bitcoin Gold, uma nova ramificação da moeda. Em novembro, será implantada uma nova atualização do sistema Bitcoin. Espera-se que ambos os acontecimentos gerem versões alternativas da criptomoeda.

Também impulsiona o bitcoin a diminuição das expectativas de que a China proíba as bolsas de moedas virtuais. Pequim deverá passar a exigir uma licença para que as corretores operem plataformas de criptomoedas, em vez de bani-las. “É o fluxo de notícias positivas esclarecendo alguns boatos que está puxando os preços”, disse Gandham.

Para Jason English, vice-presidente de marketing na Sweetbridge, uma companhia ligada a blockchain (o sistema do Bitcoin), atribuiu a alta recente a um aumento do entusiasmo com o bitcoin e suas pares. “É um momento empolgante para estar nas moedas virtuais”, disse. “Cada vez mais e mais pessoas e empresas estão vendo o bitcoin como uma reserva de valor na qual elas deveriam estar”.

No entanto, não faltam críticos que enxergam a rápida ascensão das moedas virtuais como uma bolha. O diretor executivo do J.P. Morgan Chase, Jamie Dimon, é um dos maiores críticos da moeda como uma reserva de valor. “Se você é burro o suficiente para comprar, você terá de pagar o preço um dia”, disse Dimon durante um painel de discussões na semana passada. Já para Larry Fink, da BlackRock, descreveu o bitcoin como “um índice para lavar dinheiro”.