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Privatização não está na mesa, diz presidente da Petrobras

Segundo Castello Branco, informação é 'fantasma'; executivo cita planos de desinvestimentos e de redução de gastos

Por da Redação - Atualizado em 8 out 2019, 15h40 - Publicado em 8 out 2019, 14h55

Durante audiência na Câmara dos Deputados, o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, classificou como fantasma a informação de que existe plano para privatizar a petroleira. “Privatização da Petrobras não está na mesa, não existe nenhum plano. De vez em quando alguém fala, é sempre esse fantasma”, declarou nesta terça-feira, 8, na Comissão de Minas e Energia da Câmara. 

O presidente da companhia citou que a empresa vem passando por desinvestimentos em algumas áreas. Segundo Castello Branco, o portfólio da estatal considera atualmente a venda de 183 campos em terra e em águas rasas. Ele ressaltou que diversos ativos no Nordeste estão à venda, uma vez que a produção em diversos estados da região tornou-se irrelevante para a empresa. “Estamos vendendo essas operações para outras empresas, várias brasileiras”, disse o executivo, frisando que as companhias que estão comprando esse ativos deverão investir neles, gerando renda e emprego nas regiões.

 

A outra parte da estratégia da empresa está na redução de gastos operacionais. Atualmente, a petroleira está com três Programas de Demissão Incentivada (PDV) para áreas da companhia que estão sendo vendidas. A estatal, que chegou a ocupar 72 prédios no país em 2015, está em 38. Segundo o presidente, a mudança na gestão trouxe redução na ordem de 35% no período, para 1,3 bilhão de reais com os prédios brasileiros.

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Castello Branco afirmou que a empresa deve encerrar o ano com apenas seis escritórios no exterior, contra 19 em 2017, como parte do processo de corte de gastos. Atualmente, segundo o executivo, a empresa tem ainda 11 escritórios fora do país, mas terminará o ano com presença apenas nos seguintes países: Bolívia, China, Cingapura, Estados Unidos, Holanda e Inglaterra. “Estamos num processo de racionalização do espaço.”

(Com Estadão Conteúdo e Reuters)

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