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Preço da gasolina deve subir de 5,5% a 6% após eleições

Segundo fonte ouvida pela Reuters, decisão de reajuste leva em conta as perspectivas de arrefecimento da inflação

Por Da Redação - 11 ago 2014, 20h36

O governo federal deve elevar o preço da gasolina nas refinarias entre 5,5% e 6% neste ano após as eleições de outubro, afirmou à Reuters nesta segunda-feira uma fonte do governo próxima ao núcleo do Executivo. O cálculo do reajuste ainda é preliminar e servirá para dar algum alívio aos preços para a Petrobras, segundo a fonte. A estatal vem trabalhando com preços defasados se comparados com o mercado internacional, o que tem causado prejuízos na sua área de Abastecimento.

A decisão pelo aumento agora leva em conta as perspectivas do governo de arrefecimento na inflação ao longo do segundo semestre, além da necessidade de fortalecer o caixa da companhia e a regra de elevação anual do preço dos combustíveis.

Na semana passada, em entrevista à Reuters, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, já havia indicado que os preços da gasolina seriam elevados em 2014. A última vez que houve reajuste foi em novembro do ano passado, quando a Petrobras anunciou aumento médio de 4% da gasolina e de 8% no diesel nas refinarias. Na época, especialistas calcularam que a alta da gasolina ao consumidor final seria de cerca de 3%. “O aumento (deste ano) vai dar um colchão à Petrobras que, na eventualidade de disparada do preço do barril lá fora, não precisará fazer movimentos bruscos de preços no mercado interno. Da mesma forma que não precisará lidar com distorções de preços caso haja movimento de baixa da cotação internacional”, disse a fonte.

Nesta segunda-feira, as ações da Petrobras subiram 4% na BM&FBovespa após declarações da presidente Dilma e do diretor financeiro da empresa, Almir Barbassa, sobre um possível reajuste no preço da gasolina.

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Em julho, o preço da gasolina vendida pela Petrobras no Brasil ficou 14%, em média, abaixo dos valores internacionais, segundo levantamento da GO Associados. A fonte, que falou sob condição de anonimato, também informou que o governo “já sabe” que não cumprirá a meta de superávit primário neste ano, de 99 bilhões de reais, equivalente a 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB), devido ao menor crescimento da arrecadação, abalada pela fraca atividade econômica. Ainda segundo a fonte, a avaliação já leva em consideração as receitas extraordinárias com o refinanciamento de dívida tributária (Refis), de 18 bilhões de reais, e 8 bilhões de reais com o leilão de licenças 700 MHz para telefonia móvel celular de quarta geração.

Também à Reuters, na semana passada, Mantega deixou em aberto a possibilidade de nova redução na meta de primário para 2014. Neste ano, até junho, o superávit primário estava em 1,36% do PIB em 12 meses.

Em 2013, apesar de o governo ter reajustado a meta de primário, não conseguiu chegar ao objetivo. A economia para pagamento de juros do setor público consolidado ficou em 1,9% do PIB, pior resultado histórico e aquém dos 2,3% do PIB que era a meta.

(Com Reuters)

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