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Petróleo recua ao menor nível desde o dia 19 de abril

Por Renan Carreira

Nova York – Os contratos futuros de petróleo negociados na New York Mercantile Exchange (Nymex) fecharam em queda nesta quinta-feira, no menor nível em duas semanas, em meio a uma série de dados econômicos decepcionantes.

O contrato futuro de petróleo WTI com entrega em junho recuou US$ 2,68 (2,55%), negociado a US$ 102,54 o barril na Nymex. É o fechamento mais fraco desde 19 de abril. Já os contratos futuros de petróleo brent para junho recuaram US$ 2,12 (1,79%), fechando a US$ 116,08 o barril na plataforma eletrônica ICE, no caminho para seu mais baixo fechamento desde 6 de fevereiro.

Traders e analistas disseram que se preparam para uma provável leitura fraca sobre o relatório de emprego dos Estados Unidos, que será divulgado na sexta-feira. As expectativas estão baixas porque na quarta-feira a ADP/Macroeconomic Advisers anunciou que o setor privado americano criou menos empregos do que o esperado.

Pesou de maneira negativa para os contratos futuros de petróleo a fala do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi. Ele disse que o BCE não deve adotar medidas de estímulo em breve. Draghi falou ainda que o conselho diretivo do BCE nem chegou a discutir a possibilidade de um novo corte na taxa básica de juros, que nesta quinta-feira foi mantida na mínima histórica de 1%.

Os comentários dele vêm em um momento em que a recuperação da economia da Europa é preocupante. Mais cedo nesta semana, a Espanha divulgou que está oficialmente em recessão. Neste fim de semana, os eleitores da França devem eleger um presidente socialista, que provavelmente vai desafiar as recentes medidas de austeridade da UE.

Nos EUA, a previsão econômica não está muito melhor. Ontem, a ADP divulgou que o setor privado americano criou 119 mil empregos em abril, bem abaixo das 175 mil vagas esperadas pelos analistas da Dow Jones.

Participantes do mercado de petróleo prestam atenção em dados de empregos em busca de sinais sobre a demanda de petróleo e combustíveis. Alto desemprego nos EUA, o maior consumidor de petróleo do mundo, tem sido um dado importante por trás da queda na demanda por gasolina, já que sinaliza que menos motoristas viajam para trabalhar ou em férias. As informações são da Dow Jones.