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Petrobras quer reajuste de 13% na remuneração de diretores

Em meio à maior crise de sua história, estatal pede aos acionistas que aprovem aumento do salário fixo, que pode chegar a R$ 1,6 milhão por ano

Por Da Redação 31 mar 2015, 12h47

A Petrobras quer que seus acionistas aprovem, na assembleia do próximo dia 29, um teto de remuneração 13% acima do que foi pago em 2014 para executivos que dirigem a empresa. Além disso, quer aumentar a proporção do salário fixo e reduzir a remuneração variável, atrelada a resultado. Segundo informações publicadas pelo jornal Folha de S. Paulo, o teto médio fixo proposto, considerando os oito diretores atuais, é 1,6 milhão de reais para cada um por ano, 22,7% acima do 1,3 milhão de reais pago em 2014.

Dividido por 12 meses mais o 13º salário, o valor de 2015 equivale a um salário médio mensal de 123 mil reais. Em bônus por desempenho a proposta é zero. Em participação nos resultados, é pagar, em média, 92 mil reais a cada um dos oito diretores, 64% abaixo de 2014. As informações fazem parte do manual para participação de acionistas na assembleia. A proposta acontece em meio a resultados financeiros em risco, prejudicados por escândalos de corrupção investigados pela Operação Lava Jato.

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A Petrobras informa que a proposta para este ano contempla inflação de 8,09%, prevista pelo Banco Central (BC) para este ano. Também seriam incluídos itens não previstos, como passagens aéreas e auxílio moradia. A estatal diz ainda que reduziu as remunerações variáveis “preventivamente”, diante das incertezas do resultado de 2014.

(Da redação)

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