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Petrobras: Guedes faz defesa populista e se aproxima do discurso de Dilma

O ministro da Economia vem defendendo o aumento do intervalo de tempo entre os reajustes dos combustíveis na tentativa de controlar os preços

Por Luana Meneghetti Atualizado em 23 Maio 2022, 23h35 - Publicado em 23 Maio 2022, 11h24

O ministro da Economia Paulo Guedes vem defendendo o aumento do intervalo de tempo entre os reajustes dos combustíveis. A medida de aumentar para 100 dias ou mais o intervalo pode ser uma tentativa populista de segurar os preços, mas aproxima ainda mais o governo Bolsonaro do insucesso da gestão Dilma no “congelamento dos preços”.

Apesar de essa não ser uma medida de congelamento, ela pode defasar ainda mais os preços dos combustíveis com os do praticados no mercado internacional, aprofundando a atual crise dos preços. No ano passado, a Petrobras realizou treze reajustes no preço da gasolina e do diesel. Neste ano, foram dois até o momento — e o terceiro no diesel anunciado a pouco. Em março, a estatal elevou o preço da gasolina e do diesel após quase sessenta dias do primeiro, e foi considerado atrasado pelos especialistas do setor por criar defasagem em relação ao mercado internacional.

Segundo informações da coluna da Malu Gaspar, em O Globo, Guedes defende o maior espaçamento do reajuste devido a volatilidade causada no mercado por conta da guerra no Leste Europeu, e já se pronunciou diversas vezes favorável à redução dos lucros da estatal como forma de subsídio à população. Em março, o ministro chegou a falar de um programa de transferência de renda que beneficiaria os mais pobres com os dividendos da estatal, mas a ideia não vingou. Recentemente, Bolsonaro classificou o lucro  de 44 bilhões de reais da estatal como “estupro” e disse que o país “não aguenta mais” reajuste nos combustíveis. O Governo Federal é acionista majoritário da estatal e, portanto, também é detentor de parte desses lucros.

O preço dos combustíveis passou a ser uma das grandes preocupações dos brasileiros e foi considerado um dos grandes vilões para a inflação de dois dígitos de 2021 e da persistência dos preços altos em 2022, e passou a ser um dos temas principais na corrida eleitoral. Bolsonaro vem tentando mitigar os efeitos dos preços nas sua popularidade com medidas populistas e de cunho intervencionista. Com a indicação de Adolfo Sachsida para o Ministério de Minas e Energia, ex-assessor da equipe econômica de Guedes, o governo Bolsonaro espera conseguir poder de manobra maior na estatal. Os reajustes são definidos pela direção da Petrobras e o estatuto da companhia determina que a estatal possui um prazo de doze meses para igualar os preços com o do mercado internacional, mas não estabelece a frequência entre eles.

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