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Petrobras anuncia redução de 9,8% no preço médio do GLP industrial

Novo valor passa a valer a partir desta quarta-feira, 24. Custo do gás residencial permanece inalterado, com ajuste trimestral previsto para agosto

A Petrobras anunciou nesta terça-feira, 23, a redução em 9,8% do preço médio do GLP industrial, vendido nas refinarias em embalagens acima de 13 quilos. Os novos valores passam a valer partir desta quarta-feira, 24. É a primeira modificação no preço do insumo desde 25 de abril, quando houve alta de 6%. De acordo com a petroleira, a política de precificação do GLP tem como base o preço de paridade de importação, formado pelas cotações internacionais desses produtos mais os custos que importadores teriam, como transporte e taxas portuárias.

O preço do gás residencial (gás de cozinha) permanece inalterado, com ajuste trimestral previsto para agosto. O valor é menor do que o do GLP industrial, conforme resolução do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), por se tratar de interesse da política energética nacional a prática de preços inferiores.

Mudanças no mercado

Ainda nesta terça, em evento para lançamento do programa do governo federal Novo Mercado de Gás, que visa combater os monopólios do setor no país, o presidente da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Décio Oddone, afirmou que mudanças nas regras para compra de botijões de gás estão sendo estudadas. Segundo ele, a regulação atual está repleta de proibições e restrições, “especialmente o gás de cozinha”.

“Aumentar oferta e dar transparência aos preços não basta”, disse ele. De acordo com Oddone, os botijões residenciais hoje são vendidos em média a 70 reais. Segundo ele, o custo do produto é de 26 reais, e os tributos representam 12 reais. “O restante são margens brutas de distribuição e revenda”, afirmou. Cada 10 reais a mais no botijão representa um custo de 4,1 bilhões de reais adicionais para a sociedade”, acrescentou.

A ideia em estudo pelo governo é revogar a diferenciação nos preços do gás de cozinha. Hoje, o botijão residencial de 13 reais o quilo tem um subsídio, mas todos os demais envasamentos não contam com o mesmo benefício. Outra restrição em vigor é a que impede que um botijão de uma marca possa ser abastecido por um concorrente. Essa regra também deve ser revista. “Isso não pode ser usado contra a modernização do setor. Mesmo em condições seguras, não é permitido engarrafamento de marca distinta”, disse. “Isso gera custos adicionais de logística. Está em estudo o botijão sem marca e o enchimento por outras marcas”, completou.

(Com Estadão Conteúdo e Reuters)