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Petrobras anuncia reajuste do preço do diesel em 5% nas refinarias

Segundo aumento de preço anunciado pela estatal em 2013 deve entrar em vigor já na quarta-feira

Por Da Redação 5 mar 2013, 21h57

A Petrobras reajustará o preço do óleo diesel nas refinarias em 5% a partir de quarta-feira, buscando alinhamento aos valores praticados no mercado internacional e reduzir os prejuízos verificados em sua divisão de Abastecimento. O aumento anunciado nesta terça-feira é o segundo para o combustível do ano, após a estatal ter elevado em 30 de janeiro os preços da gasolina e do diesel, em 6,6% e em 5,4%, respectivamente. “Esse reajuste foi definido levando em consideração a política de preços da companhia, que busca alinhar o preço dos derivados aos valores praticados no mercado internacional em uma perspectiva de médio e longo prazo”, afirmou a petrolífera em comunicado.

O novo reajuste deve colaborar para reduzir a defasagem entre os valores praticados pela Petrobras no mercado interno e a cotação internacional, que tem provocado perdas para a estatal por conta de um aumento na importação de derivados a preços mais altos do que os de venda no mercado interno. Em 2012, por exemplo, a área de Abastecimento da estatal fechou o ano com prejuízo de 22,93 bilhões de reais, devido à política de preços dos combustíveis no país.

Sem conseguir acompanhar a crescente demanda do mercado brasileiro, a Petrobras foi obrigada a aumentar a importação de derivados, a preços mais altos, para atender ao consumo – a importação de petróleo e combustíveis pelo país aumentou 30% em fevereiro, para 3 bilhões de dólares. O prejuízo com a venda de combustíveis foi um dos fatores que pesaram no balanço da Petrobras em 2012. Seu lucro recuou 36%, para 21,18 bilhões de reais, configurando o menor lucro anual da empresa desde 2004.

Fôlego para investir – A alta do diesel deverá ainda dar fôlego para a Petrobras desenvolver seu bilionário plano de investimentos. O novo reajuste surpreendeu, embora a busca da redução da defasagem seja uma meta da presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster.

Questionado em meados de fevereiro sobre novos aumentos dos preços de combustíveis, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, foi específico ao afirmar que o governo não avaliava novo aumento da gasolina neste semestre. No ano passado, a Petrobras promoveu dois reajustes no diesel, um de 6%, em julho, e outro em junho, de quase 4% – em junho de 2012, a estatal anunciou também um reajuste de 7,8% no preço da gasolina.

Em 2012, quando a Petrobras anunciou o reajuste, o governo reduziu a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) até ela ser zerada para os combustíveis, com o objetivo de neutralizar os impactos dos aumentos para o consumidor final e para a inflação.

Com a Cide zerada, o aumento deverá ser repassado aos consumidores e provavelmente impactará o índice de preços. A Petrobras não informou o percentual da alta que pode chegar nas bombas. O preço do diesel sobre o qual incide o reajuste anunciado não inclui os tributos federais Cide e PIS/Cofins e o tributo estadual ICMS, segundo informou a Petrobras.

(Com Reuters)

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