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Parlamento grego aprova acordo para terceiro resgate

Plano, que prevê corte de gastos e aumento de impostos, foi rejeitado por parte do partido governista e passou com o apoio da oposição

O Parlamento da Grécia aprovou nesta sexta-feira o terceiro pacote de resgate de Atenas com os credores do país, em uma votação que dependeu do apoio de oposicionistas e levou a coalizão governista a enfrentar um forte movimento dissidente.

A aprovação, que se deu por 222 votos a favor e 64 contra, veio depois de uma sessão que atravessou a madrugada e foi marcada por atrasos e longos debates sobre o pacote de três anos, no valor de cerca de 85 bilhões de euros e que prevê profundos cortes de gastos e aumentos de impostos.

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A Grécia precisava aprovar o pacote antes de os ministros de Finanças da zona do euro – que formam o Eurogrupo – se reunirem nesta sexta para discutir o assunto. O governo grego tem pressa para conseguir a liberação da primeira parcela do novo resgate antes do dia 20, data em que vencem pagamentos ao Banco Central Europeu (BCE) no valor de 3,4 bilhões de euros.

O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, tem sofrido críticas da linha-dura de seu próprio partido, o esquerdista Syriza, por ter cedido às exigências dos credores de introduzir medidas de austeridade. Muitos dos integrantes do Syriza votaram contra o resgate. A dissidência ameaça provocar uma ruptura na legenda e levar a uma eventual convocação de eleições antecipadas.

Em seu discurso antes da votação, Tsipras classificou o acordo para o terceiro resgate como uma “escolha forçosa” feita depois do esgotamento de todas as vias de negociação. O premiê comparou a eventual saída da Grécia da zona do euro como um “suicídio”. “Perante um ultimato para a saída temporária da Grécia da zona do euro, tomamos a responsabilidade com o povo grego de seguir com vida e continuar a luta ao invés de escolher o suicídio”, declarou Tsipras.

(Com Estadão Conteúdo)