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Para setor de aço, medida de Trump causa ‘dano significativo’

O governo informou que “recorrerá a todas as ações necessárias” nos âmbitos bilateral e multilateral para preservar seus interesses

O presidente executivo do Instituto Aço Brasil (IABr), Marco Polo de Mello Lopes, disse hoje que a decisão do presidente Donald Ttump de taxar o aço importado pelo país em 25% vai afetar as exportações do produto para os Estados Unidos. O Brasil exportou quase 5 milhões de toneladas de aço para os Estados Unidos no ano passado.

Em nota, o Instituto Aço Brasil diz que a tarifação imposta pelo governo americano prejudicará as siderúrgicas brasileiras.

“É entendimento do Instituto que o bloqueio das exportações brasileiras para o mercado americano ocasionará dano significativo não só para as nossas empresas, mas também para as americanas que não tem autossuficiência no seu abastecimento”, afirma a entidade.

Até então, o Brasil era o segundo maior exportador de aço para os Estados Unidos, atrás apenas do Canadá, que foi poupado da taxação.

Na avaliação do instituto, o governo brasileiro precisa adotar medidas para proteger o setor, que já convive hoje com um excedente mundial de produção da ordem de 650 milhões de toneladas. ““Há um grande excesso de capacidade global de aço. O Brasil já é vulnerável para o recebimento de volumes de importação”, disse o presidente do instituto.

O governo brasileiro informou que vê “com grande preocupação” a decisão do governo dos Estados Unidos de impor tarifas sobre as importações de aço e alumínio e “recorrerá a todas as ações necessárias” nos âmbitos bilateral e multilateral para preservar seus interesses. Em nota conjunta, os ministérios das Relações Exteriores e da Indústria, Comércio Exterior e Serviços afirmaram ainda que a imposição das tarifas –de 25% para importações de aço e de 10% para importações de alumínio– são incompatíveis com as obrigações dos EUA junto à Organização Mundial do Comércio (OMC).

O Ibovespa fechou em baixa de 0,58%, aos 84.984,60 pontos,pressionada pela desvalorização de papéis das principais companhias que fazem parte do bloco siderúrgico. A CSN fechou com recuo de 5,08%, Usiminas caiu 2,13% e Gerdau perdeu 4,18%. Vale ON desvalorizou 3,24%.

(Com Reuters e Estadão Conteúdo)