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PANORAMA2-Selic menor leva à queda dos DIs; exterior tem cautela

SÃO PAULO, 19 Abr (Reuters) – A expectativa de que o Banco Central continue reduzindo a taxa básica de juros, a Selic, após o corte para 9 por cento decidido na véspera pelo Comitê de Política Monetária (Copom), levava a uma forte queda dos juros futuros na sessão desta quinta-feira.

Segundo analistas, o comunicado que o BC divulgou após a reunião não deixou claro se o ciclo de redução da taxa básica foi encerrado, deixando em aberto a possibilidade de novas reduções ainda este ano.

A expectativa agora é que a ata do Copom, que será divulgada na próxima quinta-feira, possa trazer mais indícios sobre os passos que serão dados pela autoridade monetária. Na ata anterior, o BC foi explícito ao informar que havia “elevada probabilidade de a Selic se deslocar para patamares ligeiramente acima da mínima histórica, de 8,75 por cento.

No exterior, as bolsas operavam em leve baixa, ainda com preocupações em relação a zona do euro e após a divulgação de indicadores norte-americanos abaixo do esperado. Esses fatores negativos, porém, eram contrabalançados por resultados de empresas, que animaram os investidores.

Acompanhando os mercados internacionais, a Bovespa deixava de rondar a estabilidade e passava a cair.

Na Europa, a Espanha continua deixando o mercado apreensivo. O país conseguiu vender 2,5 bilhões de euros em títulos em um leilão nesta quinta-feira, tanto quanto queria, mas os yields registraram elevação.

Nos Estados Unidos, entre os indicadores que influenciaram os mercados, as vendas de moradias usadas recuaram 2,6 por cento em março, apesar de a oferta de imóveis ter se reduzido e os preços, auemntado.

O ritmo da atividade fabril na região do Meio-Atlântico dos Estados Unidos, de acordo com o índice do Federal Reserve (banco central) da Filadélfia, também trouxe dúvidas sobre a recuperação do país, já que enfraqueceu em abril pela primeira vez em cinco meses.

Já entre os resultado corporativos, o Bank of America teve lucro líquido de 653 milhões de dólares, enquanto o Morgan Stanley registrou perdas no primeiro trimestre, após uma regra contábil ter custado ao banco 2 bilhões, mas elevou receitas com trading.

Com o mercado mostrando ainda um pouco de cautela, o dólar se aproximava da estabilidade ante uma cesta de divisas, com variação positiva de x por cento. O euro também tinha estabilidade. Às 14h20 (horário de Brasília), a moeda tinha variação positiva de 0,07 por cento.

Ante o real, o dólar se mantinha em alta, sustentado pela expectativa de que o Banco Central volte a intervir no mercado, o que tem feito os investidores testarem patamares mais elevados para a cotação. O BC ainda não havia chegado a atuar na sessão desta quinta-feira, mas desde a última quinta-feira realizou dois leilões por dia de compra de dólares no mercado à vista.

Veja como estavam os principais mercados financeiros às xhx desta quinta-feira:

CÂMBIO

O dólar era cotado a 1,8897 real, em alta de 0,53 por cento frente ao fechamento anterior.

BOVESPA

O Ibovespa caía 0,51 por cento, para 62.690 pontos. O volume financeiro na bolsa era de 3,158 bilhões de reais.

ADRs BRASILEIROS

O índice dos principais ADRs brasileiros caía 0,71 por cento, a 31.536 pontos.

JUROS <0#2DIJ:>

O DI janeiro de 2014 estava em 8,890 por cento ao ano, ante 9,100 por cento no ajuste anterior.

EURO

A moeda comum europeia era cotada a 1,3124 dólar, ante 1,3120 dólar no fechamento anterior nas operações norte-americanas.

GLOBAL 40

O título de referência dos mercados emergentes, o Global 40, subia para 132,438 por cento do valor de face, oferecendo rendimento de 1,019 por cento ao ano.

RISCO-PAÍS

O risco Brasil caía 2 pontos, para 182 pontos-básicos. O EMBI+ cedia 3 pontos, a 334 pontos-básicos.

BOLSAS DOS EUA

O índice Dow Jones caía 0,48 por cento, a 12.970 pontos, o S&P 500 tinha baixa de 0,45 por cento, a 1.378 pontos, e o Nasdaq perdia 0,39 por cento, aos 3.019 pontos.

PETRÓLEO

Na Nymex, o contrato de petróleo mais curto registrava baixa de 0,17 dólar, ou 0,17 por cento, a 102,50 dólares por barril.

TREASURIES DE 10 ANOS

O preço dos títulos do Tesouro norte-americano de 10 anos, referência do mercado, subia, oferecendo rendimento de 1,9612 por cento, frente a 1,975 por cento no fechamento anterior.

(PANORAMA1, PANORAMA2 e PANORAMA3 são localizados no terminal de notícias da Reuters pelo código )(Reportagem de Danielle Fonseca; Edição de Hélio Barboza)