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PANORAMA2-PIB, balanços nos EUA esfriam otimismo;Grécia preocupa

SÃO PAULO, 27 Jan (Reuters) – As praças financeiras globais mostravam pouco vigor nesta sexta-feira, após números mais fracos sobre a economia norte-americana e balanços aquém do esperado de importantes empresas do país esfriarem o otimismo com a recuperação econômica global.

O tom cauteloso também era alimentado pelas discussões em torno de um acordo entre Grécia e credores privados, necessário para que o país evite um calote desordenado.

O Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA cresceu a uma taxa anual de 2,8 por cento, informou o Departamento de Comércio do país, bem acima da variação de 1,8 por cento registrada nos três meses anteriores e a maior taxa desde o segundo trimestre de 2010. Economistas ouvidos pela Reuters, contudo, previam uma expansão maior, de 3 por cento.

A safra de resultados corporativos também não ajudava. A Ford Motor apresentou um lucro trimestral abaixo do esperado, devido à alta nos preços das commodities e a perdas na Europa e na Ásia, enquanto a Procter & Gamble Co divulgou um tombo de 49 por cento em seu lucro trimestral depois de uma grande multa.

Na Europa, apesar de perspectivas positivas sobre um acordo para a Grécia, ainda não há decisões concretas. Durante oFórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, os ministros das Finanças da zona do euro mostraram otimismo de que um acordo para evitar o calote desordenado do país esteja perto de ser alcançado.

Eles também disseram acreditar que as principais peças para resolver a crise de dívida da Europa estejam gradualmente entrando no lugar.

Os mercados de ações em Wall Street, com exceção da Nasdaq , operavam no vermelho, assim como os da Europamesmo após números mostrarem que a confiança do consumidor norte-americano se aproximou em janeiro da máxima em quase um ano.

No Brasil, o Ibovespa descolava de seus pares internacionais e subia, superando os 63 mil pontos. O dólar operava perto da estabilidade ante o real, enquanto os juros futuros seguiam em queda.

A pauta doméstica reservou os números fechados de 2011 sobre crédito e arrecadação.

Segundo o Banco Central, o volume de crédito alcançou 2,030 trilhões de reais em 2011, expansão de 17,5 por cento, chegando a 49,1 por cento do Produto Interno Bruto (PIB).

O spread bancário -diferença entre o custo de captação dos bancos e a taxa efetivamente cobrada para os consumidores finais- caiu de 28,2 pontos percentuais em novembro para 26,9 pontos percentuais em dezembro, mesma taxa registrada em janeiro até o dia 16.

Também a arrecadação federal totalizou em 2011 993,667 bilhões de reais, superando em 10,10 por cento a arrecadação total de 2010, de 902,478 bilhões de reais. A Receita Federal prevê, contudo, que a arrecadação cresça menos neste ano.

Veja como estavam os principais mercados financeiros às 13h46 desta sexta-feira:

CÂMBIO

O dólar era cotado a 1,7463 real, em alta de 0,12 por cento frente ao fechamento anterior.

BOVESPA

O Ibovespa subia 0,24 por cento, para 63.104 pontos. O volume financeiro na bolsa era de 2,24 bilhões de reais.

ADRs BRASILEIROS

O índice dos principais ADRs brasileiros subia 0,22 por cento, a 33.149 pontos.

JUROS <0#2DIJ:>

O DI janeiro de 2013 estava em 9,640 por cento ao ano, ante 9,660 por cento no ajuste anterior.

EURO

A moeda comum europeia era cotada a 1,3119 dólar, ante 1,3102 dólar no fechamento anterior nas operações norte-americanas.

GLOBAL 40

O título de referência dos mercados emergentes, o Global 40, subia para 132,813 por cento do valor de face, oferecendo rendimento de 1,465 por cento ao ano.

RISCO-PAÍS

O risco Brasil caía 1 ponto, para 217 pontos-básicos. O EMBI+ cedia 2 pontos, a 359 pontos-básicos.

BOLSAS DOS EUA

O índice Dow Jones caía 0,55 por cento, a 12.664 pontos, o S&P 500 tinha baixa de 0,31 por cento, a 1.314 pontos, e o Nasdaq ganhava 0,09 por cento, aos 2.807 pontos.

PETRÓLEO

Na Nymex, o contrato de petróleo mais curto registrava alta de 0,24 dólar, ou 0,24 por cento, a 99,94 dólares por barril.

TREASURIES DE 10 ANOS

O preço dos títulos do Tesouro norte-americano de 10 anos, referência do mercado, subia, oferecendo rendimento de 1,9313 por cento, frente a 1,9400 por cento no fechamento anterior.

(PANORAMA1, PANORAMA2 e PANORAMA3 são localizados no terminal de notícias da Reuters pelo código )(Por José de Castro; Edição de Hélio Barboza)