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PANORAMA2-Notícias da Europa e dados dos EUA melhoram humor

Por Da Redação 30 mar 2012, 14h39

SÃO PAULO, 30 Mar (Reuters) – As bolsas internacionais tinham variações positivas modestas, ensaiando uma recuperação nesta sexta-feira, com notícias da Europa e indicadores dos Estados Unidos reduzindo as preocupações quanto ao ritmo da economia global, que haviam voltado a influenciar os mercados nos últimos dias.

O cenário externo um pouco melhor do que na véspera derrubava a cotação do dólar frente a uma cesta de divisas , enquanto o euro seguia em alta.

Ante o real, a moeda norte-americana operava em queda, com a volatilidade ampliada pelo fechamento da Ptax de março e pela expectativa de novas intervenções do Banco Central no mercado.

A Ptax -média das cotações do dólar ao longo do dia- é usada como referência em operações no mercado interbancário de câmbio. Embora o fechamento da Ptax ajude a derrubar o dólar diante do real, os investidores acreditam que o BC não deixará a cotação cair para menos de 1,80 real por dólar.

Nesta sexta-feira, a atenção do mercado se voltou novamente para a Europa, onde ministros das Finanças da zona do euro concordaram em ampliar a barreira de proteção monetária do bloco contra crise, para um total de 800 bilhões de euros, de acordo com ministra das Finanças da Áustria, Maria Fekter.

A zona do euro também decidiu aumentar o limite combinado de empréstimo dos seus dois fundos de resgate para 700 bilhões de euros, ante 500 bilhões de euros anteriormente. Segundo a diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, a decisão dará suporte aos esforços do Fundo Monetário Internacional (FMI) para aumentar seus próprios recursos.

A melhora no humor dos mercados internacionais também foi favorecida pelos indicadores divulgados nos Estados Unidos. Osgastos do consumidor norte-americano registraram em fevereiro o maior aumento em sete meses, ao mesmo tempo que a confiança do consumidor atingiu o maior nível em mais de um ano em março.

No mercado doméstico, a bolsa brasileira mostrava mais dificuldades para se recuperar, operando com volatilidade e com o Ibovespa no quarto dia seguido de baixa.

A agenda doméstica trouxe dados fiscais do setor público, que registrou superávit primário de 9,514 bilhões de reais em fevereiro, o melhor resultado para o mês desde o início da série histórica, em 2001, e acima do esperado pelo mercado.

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) avançou 0,5 por cento em março ante o mês anterior, ao passar de 102,5 pontos em fevereiro para 103,0 pontos, informou a Fundação Getúlio Vargas. Os preços ao produtor continuaram registrando deflação no mês passado, embora em ritmo menor, segundo o Índice de Preços ao PRodutor, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Veja como estavam os principais mercados financeiros às 14h29 desta sexta-feira:

CÂMBIO

O dólar era cotado a 1,8205 real, em queda de 0,37 por cento frente ao fechamento anterior.

BOVESPA

O Ibovespa caía 0,49 por cento, para 64.552 pontos. O volume financeiro na bolsa era de 3,823 bilhões de reais.

ADRs BRASILEIROS

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O índice dos principais ADRs brasileiros caía 0,69 por cento, a 33.039 pontos.

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O DI janeiro de 2014 estava em 9,510 por cento ao ano, ante 9,530 por cento no ajuste anterior.

EURO

A moeda comum europeia era cotada a 1,3340 dólar, ante 1,3301 dólar no fechamento anterior nas operações norte-americanas.

GLOBAL 40

O título de referência dos mercados emergentes, o Global 40, mostrava estabilidade em 132,188 por cento do valor de face, oferecendo rendimento de 1,219 por cento ao ano.

RISCO-PAÍS

O risco Brasil caía 3 pontos, para 180 pontos-básicos. O EMBI+ cedia 5 pontos, a 321 pontos-básicos.

BOLSAS DOS EUA

O índice Dow Jones subia 0,46 por cento, a 13.206 pontos, o S&P 500 tinha alta de 0,45 por cento, a 1.409 pontos, e o Nasdaq ganhava 0,15 por cento, aos 3.099 pontos.

PETRÓLEO

Na Nymex, o contrato de petróleo mais curto registrava alta de 1,03 dólar, ou 1 por cento, a 103,01 dólares por barril.

TREASURIES DE 10 ANOS

O preço dos títulos do Tesouro norte-americano de 10 anos, referência do mercado, caía, oferecendo rendimento de 2,1766 por cento, frente a 2,159 por cento no fechamento anterior.

(PANORAMA1, PANORAMA2 e PANORAMA3 são localizados no terminal de notícias da Reuters pelo código )(Reportagem de Danielle Fonseca; Edição de Hélio Barboza)

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