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PANORAMA1-Exterior olha setor manufatureiro; Brasil muda IOF

Por Da Redação 1 mar 2012, 08h59

SÃO PAULO, 1 Mar (Reuters) – A quinta-feira no Brasil começava sem uma tendência clara do ambiente financeiro externo, com dados divergentes sobre o comportamento da atividade manufatureira na Europa e Ásia em janeiro, embora nada muito animador, enquanto a agenda ainda reserva uma bateria de divulgações nos Estados Unidos.

No Brasil, o mercado deve analisar a divulgação, no Diário Oficial, do decreto que amplia a incidência da alíquota de 6 por cento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para empréstimo no exterior de até 3 anos.

O índice dos gerentes de compras (PMI) da China apurado pela Federação de Logística e Compras da China (CFLP) sobre a atividade manufatureira do país passou para 51 em fevereiro ante 50,5 em janeiro, superando as projeções no mercado (50,7). O PMI para o setor apurado pelo HSBC, porém, ficou em 49,6 ante 48,8 em janeiro e 49,7 na leitura preliminar para fevereiro.

Na zona do euro, a leitura preliminar de janeiro do índice Markit sobre a atividade manufatureira da zona do euro foi confirmada em 49 na apuração final. No mês anterior, o indicador ficou em 48,8. Apesar do avanço no indicador, ele sinaliza contração pelo sétimo mês consecutivo.

Um leilão de dívida da Espanha se beneficiou da operação de financiamento de longo prazo barato do Banco Central Europeu na véspera e registrou queda nos yields, mas o comportamento do petróleo contrabalançava o efeito positivo, uma vez que mantinha as preocupações sobre o efeito da alta dos preços da commodity na recuperação da economia global, sobretudo na Europa.

Na operação, a Espanha vendeu 4,5 bilhões de euros em títulos de dívida, no teto da sua oferta, registrando queda nos yields. O lote de 1,06 bilhão de euros de papéis para 2014 registrou yield médio de 2,069 por cento. O título para 2015, que colocou 1,91 bilhão de euros, obteve yield médio igual a 2,617 por cento, contra 3,332 por cento em operação realizada em fevereiro. O yield médio do lote de 1,53 bilhão de euros para 2016 ficou em 3,376%, ante os 3,455 por cento apurados em leilão no mês passado.

Declarações do chairman do Federal Reserve na véspera, esfriando apostas de novos estímulos monetários, também ainda repercutiam nos mercados.

Às 8h51, o índice europeu FTSEurofirst 300 subia 0,59 por cento e o futuro do norte-americano S&P 500tinha oscilação positiva de 0,2 por cento -2,70 pontos. O MSCI para ações globais recuava 0,16 por cento e para emergentes, 0,7 por cento.

O MSCI de ações da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão verificava decréscimo de 1,05 por cento. Em Tóquio, o Nikkeifechou em queda de 0,16 por cento. O índice da bolsa de Xangai terminou com declínio de 0,10 por cento.

Entre as moedas, o euro situava-se praticamente estável, a 1,3325 dólar, mesmo comportamento do índice DXY , que mede o valor do dólar ante uma cesta com as principais divisas globais. Em relação ao iene, o dólar cedia 0,11 por cento, a 81,07 ienes.No caso das commodities, o petróleo do tipo Brentaumentava 0,78 por cento em Londres, a 123,44 dólares, e o barril negociado nas operações eletrônicas em Nova Yorksubia 0,21 por cento, a 107,28 dólares.

Veja a agenda com os principais indicadores desta quinta-feira [ID: nL2E8E10OE]

Veja como ficaram os principais mercados financeiros nesta quarta-feira:

CÂMBIO

O dólar fechou a 1,7200 real, em alta de 1,25 por cento frente ao fechamento anterior. Em fevereiro, a moeda norte-americana acumulou queda de 1,25 por cento.

BOVESPA

O Ibovespa caiu 0,22 por cento, para 65.811 pontos. O volume financeiro na bolsa foi de 7,82 bilhões de reais. No mês, o índice subiu 4,3 por cento.

ADRs BRASILEIROS

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O índice dos principais ADRs brasileiros caiu 1,32 por cento, a 34.472 pontos.

JUROS <0#2DIJ:>

No call das 16h, o DI janeiro de 2014 estava em 9,730 por cento ao ano, ante 9,750 por cento no ajuste anterior.

EURO

Às 18h51, a moeda comum europeia era cotada a 1,3322 dólar, ante 1,3469 dólar no fechamento anterior nas operações norte-americanas.

GLOBAL 40

O título de referência dos mercados emergentes, o Global 40, permanecia estável em 132,938 por cento do valor de face, oferecendo rendimento de 1,247 por cento ao ano.

RISCO-PAÍS

O risco Brasil caía 7 pontos, para 195 pontos-básicos. O EMBI+ avançava 7 pontos, a 333 pontos-básicos.

BOLSAS DOS EUA

O índice Dow Jones fechou em queda de 0,41 por cento, a 12.952 pontos, o S&P 500 registrou desvalorização de 0,47 por cento, a 1.365 pontos, e o Nasdaq perdeu 0,67 por cento, aos 2.966 pontos.

PETRÓLEO

Na Nymex, o contrato de petróleo mais curto caiu 0,52 dólar, ou 0,49 por cento, a 107,07 dólares por barril. No acumulado de fevereiro, o contrato recuou 8,72 por cento.

TREASURIES DE 10 ANOS

O preço dos títulos do Tesouro norte-americano de 10 anos, referência do mercado, caía, oferecendo rendimento de 1,9705 por cento, frente a 1,941 por cento no fechamento anterior.

(PANORAMA1, PANORAMA2 e PANORAMA3 são localizados no terminal de notícias da Reuters pelo código )

(Por Paula Laier; Ediçào de Hélio Barboza)

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