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OGX registra prejuízo de R$ 286 milhões no 4° trimestre

No ano, prejuízo líquido foi de R$ 1,2 bi. Resultado, segundo a empresa, decorre principalmente de despesas com poços secos e variação cambial

Por Da Redação 26 mar 2013, 21h44

A OGX, petrolífera do grupo do empresário Eike Batista, anunciou nesta terça-feira prejuízo líquido de 286 milhões de reais no quatro trimestre de 2012, ante prejuízo de 332,6 milhões de reais no mesmo período de 2011. No ano, o prejuízo líquido foi de 1,2 bilhão de reais. “Esse resultado decorre principalmente de despesas referentes a poços secos e áreas subcomerciais no valor de 691 milhões de reais, e despesas de variação cambial de 364 milhões de reais”, afirmou a OGX em comunicado, acrescentando que grande parte do prejuízo não tem impacto no caixa.

O Ebitda, indicador que mede a geração de caixa operacional, foi negativo em 38 milhões de reais no quatro trimestre, contra Ebitda negativo de 125,7 milhões de reais no mesmo período de 2011. No ano, o item ficou negativo em 343,3 milhões de reais. O saldo de disponibilidades de caixa totalizou, ao final do ano passado, 3,4 bilhões de reais (equivalente a 1,7 bilhão de dólares), reduzido em 2 bilhões de reais em relação a 31 de dezembro de 2011. A companhia ainda revisou para cima ligeiramente seu investimento em 2013 para 1,3 bilhão de dólares.

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Desafios – A OGX destacou na nota que, apesar dos resultados negativos, o ano de 2012 foi de “grandes conquistas”, com a empresa iniciando a produção após apenas quatro anos desde a sua criação. A empresa começou a produzir no campo de Tubarão Azul, na bacia de Campos, e destacou que, ao longo do ano, atingiu um total de 2,4 milhões de barris entregues a partir do campo, contabilizando receita de 325 milhões de reais. As vendas realizadas pela companhia ao longo de 2012 totalizaram 499 milhões de reais.

Os níveis de produção dos dois primeiros poços produtores (OGX-26HP e OGX-68HP) no campo de Tubarão Azul estabilizaram em 5.000 barris de óleo equivalente por dia em 2012, enquanto o terceiro poço no campo ainda não teve sua vazão estabilizada após três meses de produção. “Continuamos absolutamente concentrados na otimização do volume total recuperável do campo de acordo com as melhores práticas da indústria, mas também reconhecemos que o volume total de barris recuperáveis estimado deverá ser reduzido”, disse a companhia. Os dois primeiros poços do campo estão produzindo, juntos, uma média pouco abaixo de 10 mil barris de óleo equivalente por dia.

A empresa disse ainda que o primeiro poço do campo de Tubarão Martelo, na bacia de Campos, deverá entrar em produção no final de 2013, após a chegada do FPSO OSX-3.

(com Reuters)

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