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OCDE sugere que Brasil melhore gestão de contas públicas

Para a organização, a melhora das contas públicas e a redução da inflação vão reconstruir a confiança do investidor com o país

Por Da Redação - 19 nov 2013, 11h32

O Brasil precisa melhorar a gestão das contas públicas. A recomendação está no relatório anual Economic Outlook 2013 produzido pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e divulgado nesta terça-feira. No documento, a organização sugere “melhoria na clareza das contas públicas” com corte de incentivos e redução do crédito dos bancos públicos para que o país consolide sua reputação “conquistada a duras penas”.

“Olhando para o futuro, a clareza da política fiscal poderia ser melhorada com o ajuste da regra de superávit primário mais sensível ao ciclo econômico, consolidando a supervisão fiscal para monitorar o cumprimento das metas e limitando as operações parafiscais”, diz o relatório. “Tais medidas podem construir e solidificar a reputação conquistada a duras penas de uma boa gestão fiscal”, completa o documento.

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Ainda sobre as contas públicas, a OCDE reconhece, porém, que a política fiscal tem conseguido oferecer suporte à atividade econômica. “Mas, com a recuperação da economia, medidas de estímulo, incluindo as isenções fiscais e concessão de crédito por parte dos bancos públicos, terão de ser reduzidas”, sugere.

Uma sugestão também é feita ao Banco Central: resolver as pressões inflacionárias para manter a reputação na política monetária. Apesar do elogio feito no mesmo documento à política cambial, a OCDE diz que o banco precisa atuar para combater o aumento de preços ao consumidor e, assim, não arranhar a imagem da instituição. “O Brasil também tem uma reputação sólida na política monetária com base no sistema de metas de inflação. Vai ser importante continuar a mostrar solução para as pressões inflacionárias”, diz o documento.

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A OCDE defende que a melhora das contas públicas e a redução da inflação vão reconstruir a confiança do investidor e, assim, o Brasil vai conseguir atrair o volume necessário de investimentos para a economia. “Enquanto o investimento começa uma forte reação, a confiança nas políticas macroeconômicas será crucial para sustentar esse volume de investimentos. Isso vai exigir contas fiscais mais claras e o retorno da inflação para o centro da meta”, diz o documento.

(com Estadão Conteúdo)

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