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O recado de Lula sobre combustíveis fósseis após convite da Opep+

Presidente discursou na COP 28 e, além das falas sobre petróleo, disse que gastos com armas e guerras deveriam ser usados para combate à desigualdade

Por Larissa Quintino
Atualizado em 1 dez 2023, 08h55 - Publicado em 1 dez 2023, 08h38

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira, 1º, que as economias mundiais precisam enfrentar o debate sobre combustíveis fósseis e diminuir seu uso. A fala do presidente aconteceu na COP 28, nos Emirados Árabes Unidos, um dia após o Brasil receber o convite da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e Aliados (Opep+) para se juntar ao grupo. 

“O mundo já está convencido do potencial das energias renováveis. É hora de enfrentar o debate sobre o ritmo lento da descarbonização do planeta e trabalhar por uma economia menos dependente de combustíveis fósseis”, afirmou. Na abertura do discurso, Lula chamou atenção para o aumento da temperatura global no planeta e eventos globais extremos, como a seca histórica na Amazônia e ciclones na região sul do Brasil. “A conta chegou antes”, disse o presidente, ao afirmar que o planeta está “farto” de acordos para o clima que são feitos e não cumpridos e reiterou que o Brasil está disposto a liderar “pelo exemplo”.

Na véspera, o Brasil recebeu o convite para integrar a Opep+, a organização que controla os preços do petróleo por meio de cartel de grandes produtores como Arábia Saudita, Irã, Iraque, Emirados Árabes Unidos e Venezuela e outros países aliados, como México e Rússia. A organização, que usa aumento e produção dos combustíveis para controlar o valor da commodity no mercado internacional, tem uma visão diferente da defendida por Lula no discurso na COP, que é a da continuidade do uso de combustíveis fósseis.

Nesta sexta-feira, o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, afirmou à agência Reuters que o Brasil deverá ingressar no grupo de produtores de petróleo Opep+. Segundo ele, o país deve ter um papel de cooperação e observação das decisões, mas sem participar do sistema de cotas de produção.

“Eles chamam outros países que não têm direito a voto e não são impostas cotas a esses países. Jamais participaríamos de uma entidade que estabelecesse cota para o Brasil, ainda mais com o apoio da Petrobras que é uma empresa aberta no mercado e não pode ter cota”, afirmou o executivo.

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Discurso de Lula

Além da defesa do uso de energias renováveis, e a evidente saia-justa que o pais se coloca ao aceitar ingressar na OPEP+, Lula disse em seu discurso que os gastos com armas e guerras deveriam ser usados contra fome e mudança climática. “Quantas toneladas de carbono são emitidas pelos mísseis que cruzam o céu e desabam sobre civis inocentes, sobretudo crianças e mulheres”.

O presidente disse ainda que “o mundo naturalizou disparidades inaceitáveis de renda, de gênero e de raça e que não é possível enfrentar a mudança do clima sem combater a desigualdade”.

ONU

Na fala, Lula ainda criticou a postura da ONU sobre a incapacidade de manter a paz, “simplesmente porque alguns dos seus membros lucram com a guerra”. A Organização das Nações Unidas tem, a Rússia, Ucrânia e Israel como países-membros, por exemplo. “Governantes não podem ser eximidos suas responsabilidades. Nenhum país resolverá seus problemas sozinho. Estamos todos obrigados a atuar juntos, além de nossas fronteiras. O Brasil está disposto a liderar pelo exemplo. Ajustamos nossas metas que são hoje mais ambiciosas do que a de muitos países desenvolvidos”, disse.

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