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O que esperar da decisão do Copom, que anuncia nova Selic amanhã

Com Selic em 15%, investidores aguardam sinalizações do Banco Central sobre o início do ciclo de afrouxamento monetário a partir de março

Por Carolina Ferraz Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 27 jan 2026, 10h15 | Atualizado em 27 jan 2026, 10h52
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A última semana de janeiro concentra as atenções do mercado financeiro na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que acontece nesta terça, 27, e quarta-feira, 28. Em meio a um cenário ainda marcado por inflação acima da meta e atividade econômica resiliente, a expectativa majoritária é de que o Banco Central opte por manter a taxa Selic no atual patamar de 15%, reforçando uma postura de cautela após um ano de forte volatilidade nas projeções.

Para Bruna Centeno, economista e sócia advisor da Blue3 Investimentos, trata-se da decisão mais aguardada do início de 2026, sobretudo depois das reprecificações observadas ao longo de 2025. “O Ibovespa saiu da casa dos 166 mil pontos, chegou a tocar os 180 mil e, apesar de ter devolvido parte dos ganhos recentes, segue operando em máxima histórica. O mercado entra nesta semana esperando mais uma manutenção dos juros”, afirma.

Segundo a economista, o bom desempenho dos ativos locais não está ligado apenas ao cenário externo, mas também a uma leitura mais construtiva sobre os próximos passos da política monetária. “O que tem ajudado a impulsionar os mercados é a expectativa de um tom mais brando já pensando na reunião de março. O mercado aposta que Galípolo sinalize o início de um ciclo de cortes, o que explica o fechamento da curva de juros futuros em todos os vencimentos”, diz Bruna.

Na mesma linha, o C6 Bank avalia que o início do ciclo de flexibilização monetária está próximo, especialmente diante da comunicação recente do Copom e das projeções para o horizonte relevante. O banco projeta manutenção da Selic em 15% nesta reunião e início dos cortes em março, com redução de 0,25 ponto percentual, seguida por um corte mais intenso de 0,50 ponto em abril. Ainda assim, considerando a persistência inflacionária, a instituição estima que a taxa básica encerre 2026 em 13%.

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