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Número fraco de emprego nos EUA derruba dólar, que fecha a R$ 3,52

Criação de vagas aquém do esperado em maio enfraqueceu expectativas de aumento de juros nos EUA no curto prazo

Por Da Redação - 3 jun 2016, 17h51

O dólar fechou em queda de 1,74% nesta sexta-feira, cotado a 3,52 reais, após a criação de vagas de emprego nos Estados Unidos ficar muito aquém do esperado em maio. A informação reduziu a expectativa de aumento de juros no curto prazo. Na semana, a moeda acumulou queda de 2,38%.

A economia dos EUA criou em maio o menor número de vagas em mais de cinco anos, prejudicada pela greve de funcionários da Verizon e pela queda do emprego no setor de produção de bens. Foram abertos apenas 38.000 postos de trabalho no mês passado. A expectativa era decriação de 164.000 mil vagas.

“Tudo sugeria que o Fed podia subir juros muito em breve. Esse dado bate de frente com essa trajetória”, disse o economista-chefe da INVX Global Asset Management, Eduardo Velho, referindo-se ao Federal Reserve, banco central dos EUA.

Diversas autoridades do Fed, incluindo a presidente Janet Yellen, vinham indicando que estavam confortáveis com o aumento de juros talvez até mesmo neste mês. Chances menores de isso acontecer tendem a beneficiar ativos emergentes, que costumam atrair recursos estrangeiros com juros mais altos do que economias desenvolvidas.

A equipe do HSBC ressaltou que, mesmo se o Fed voltar a subir juros em breve, a alta global do dólar tende a ser limitada. Ainda assim, o banco espera que o dólar termine o ano a 4 reais, corrigindo o otimismo exacerbado com o governo do presidente interino Michel Temer, que levou a divisa para um patamar de menos de 3,50 reais.

“O mercado está lentamente percebendo que o novo governo tem um desafio à frente que não está adequadamente precificado no câmbio”, escreveram analistas do HSBC em relatório.

Embora venham recebendo bem as sinalizações de austeridade fiscal dadas pelo governo interino, alguns investidores têm receio de que Temer enfrente dificuldades para avançar com a agenda no Congresso Nacional. “O fator local ainda está muito nebuloso, falta clareza. Muito depende da capacidade do governo de consertar as contas públicas – e há muitas dúvidas sobre isso”, resumiu o superintendente de derivativos de uma gestora de recursos nacional.

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Bovespa – A bolsa brasileira teve alta de 1,46%, a 50.617 pontos, após a divulgação de dados do mercado de trabalho dos EUA.

A alta foi puxada principalmente pelas ações da Vale, em sessão de noticiário relativamente fraco no cenário doméstico e giro financeiro abaixo da média do ano. O volume financeiro do pregão somava 5,38 bilhões de reais.

Na semana, o índice de referência do mercado acionário brasileiro acumulou uma alta de 3,17%, segundo dados pré-ajuste.

(Com Reuters)

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