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Após assumir BNDES, Joaquim Levy congela verba de publicidade

Medida vem após críticas de Bolsonaro aos gastos de bancos públicos com publicidade

O novo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Joaquim Levy, decidiu congelar os gastos em publicidade para otimizar recursos da instituição, disse ele nesta segunda feira, 14. O presidente Jair Bolsonaro vem criticando os gastos de bancos públicos com publicidade.

A suspensão afeta cerca de 61 milhões de reais, quantia que seria destinada a diversos meios de comunicação que veiculam propaganda do BNDES. O valor previsto para este ano é praticamente o mesmo do ano passado. “Isso (verba de publicidade) tem que ser reavaliado”, disse Levy. “Estou chegando e isso é normal de fazer”, adicionou.

Os recursos do banco são destinados para gastos com publicidade institucional e mercadológica (produtos, linhas e programas de financiamento). “Queremos ver se o alvo da verba publicitária do banco está sendo alcançado”, disse Levy, frisando que não há prazo para a reavaliação ser concluída.

A revisão ocorre depois que o presidente Jair Bolsonaro publicou críticas no Twitter contra o que considera gastos elevados de bancos públicos, o BNDES incluído, com publicidade. Na época ele disse que “assim como já estamos fazendo em diversos setores, iremos rever todos esses contratos, bem como os do BNDES, Banco do Brasil, SECOM e outros.”

Bolsonaro também vem defendendo desde a campanha a abertura da caixa-preta do BNDES e diz que vai retirar o sigilo dos contratos da instituição.

Questionado sobre a futura equipe do BNDES, Levy afirmou que o processo de montagem da diretoria deve ser concluído e anunciado oficialmente em breve. Ele não descartou possibilidade de manutenção de integrantes da gestão anterior encabeçada por Dyogo Oliveira.