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No Senado, Yellen defende estímulos do Fed

Em audiência no Congresso sobre sua indicação à presidência do BC norte-americano, Yellen disse que a decisão sobre o fim do programa vai depender de indicadores econômicos

Por Da Redação 14 nov 2013, 16h32

Janet Yellen defendeu fortemente nesta quinta-feira as medidas audaciosas do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos Estados Unidos) para estimular o crescimento econômico, chamando os esforços para impulsionar as contratações de “imperativos”. A fala dela foi proferida em audiência sobre sua indicação para se tornar a primeira mulher a comandar o banco central norte-americano.

Respondendo a perguntas perante o Comitê Bancário do Senado dos EUA, Yellen deixou claro que vai continuar com a política monetária extremamente expansionista até que as autoridades estejam confiantes de que uma recuperação econômica duradoura está em ação para poder sustentar a criação de empregos. “Eu considero imperativo que façamos o que pudermos para promover uma recuperação bem forte”, disse Yellen, atualmente vice-chair do Fed.

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Ela disse que as compras de títulos pelo Fed, que alguns republicanos temem possa acelerar a inflação ou criar bolhas de ativos, não podem durar para sempre, mas deixou claro que qualquer decisão de reduzir as compras, atualmente de 85 bilhões de dólares por mês, será definida por dados econômicos.

O Fed tem mantido as taxas de juros perto de zero desde o fim de 2008 e quadriplicou seu balanço patrimonial para 3,8 trilhões de dólares através de três rodadas de compras de títulos, ou “quantitative easing” (QE). Na reunião do banco em outubro, o Fed manteve as compras no ritmo atual.

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Investidores de ações e títulos receberam positivamente o compromisso de Yellen para conduzir uma recuperação mais forte. As ações norte-americanas atingiram as máximas do pregão enquanto ela falava, com o S&P 500 registrando máxima recorde.

Contudo, analistas disseram que ela simplesmente reforçou as expectativas de que vai favorecer a continuidade das políticas do atual chairman do banco, Ben Bernanke, cujo mandato termina no fim de janeiro. “Ela não revelou nada em específico em relação ao cronograma de qualquer redução no QE”, disse o economista-chefe da Investec, Philip Shaw. “Parece que a política permanece conduzida por dados por enquanto”.

Fed – Indicada em outubro pelo presidente dos EUA, Barack Obama, para substituir Bernanke no comando do Fed quando o mandato dele terminar, Yellen é vista como uma autoridade com inclinação flexível quanto à política monetária, e a ênfase dela no custo elevado do desemprego irá reforçar essa reputação.

O comitê bancário, onde os democratas de Obama ocupam 12 dos 22 assentos, precisa avaliar as credenciais dela para que se torne a autoridade econômica mais poderosa do mundo, antes da indicação dela ser enviada para todo o Senado para consideração.

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Apesar das preocupações de alguns republicanos de que ela pode não ser rígida o suficiente com a inflação, ela deve receber a confirmação sem drama. Ainda não é claro quanto os parlamentares irão debater e votar a aprovação dela.

(com agência Reuters)

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