Clique e Assine a partir de R$ 19,90/mês

No mercado de pets, a moda agora é vender por assinatura

Empresas apostam na internet e adotam modelo de assinatura para a venda de ração de animais de estimação, segmento que faturou para o setor quase 10 bilhões em 2012

Por Antonio Neto 12 jun 2013, 21h10

Não falta empreendedor farejando uma oportunidade para conquistar os donos de bichos de estimação no Brasil. Somente no ano passado, o setor de produtos e serviços para pets no país movimentou 14,2 bilhões de reais e ficou atrás apenas do mercado norte-americano, de acordo com dados da Associação Brasileira de Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet). Os mais atentos já entraram em cena, ou melhor, na internet, para abocanhar um pedaço do maior segmento desse mercado: a venda de ração, que responde sozinha por quase 70% de todo o faturamento. Para encarar petshops virtuais que já estavam no mercado, algumas startups resolveram apostar em outro modelo de e-commerce: as assinaturas.

Fundadas nos últimos seis meses, startups adotaram como estratégia a oferta de assinaturas de produtos, principalmente rações para cães e gatos, com entregas programadas em domicílio. Assim, o dono do bichinho indica na primeira compra a marca, a quantidade e a periodicidade para receber a comida de seu animal de estimação. O cadastro costuma permitir alterações antes da entrega e as lojas já oferecem brinquedos, roupinhas e acessórios que podem ser incluídos a cada pedido. “Além de atrair clientes que buscam um atendimento mais customizado, o e-commerce é um setor que tem dobrado de tamanho a cada três anos”, destaca Tiago Pires, da AssinePet.

Leia também:

Gastos médicos com pets não são dedutíveis no IR – ainda

Gatos: os reis da web

Continua após a publicidade

Os próprios empreendedores viveram situações que acabaram inspirando a criação de novos serviços. Tatiane Begnossi, da Pack4Pet, mora no interior de São Paulo e não conseguiu encontrar ração para seu cachorro Bob numa emergência. Para Felipe Bertolini, da Petsy, o problema foi ter de enfrentar o trânsito da capital paulista numa sexta-feira chuvosa ao descobriu que a comida do seu bicho tinha acabado.

Com a disputa pelo mercado de produtos e serviços para animais de estimação segue aberta na web, quem estava no setor há mais tempo tratou de não se acomodar. Há um ano, o PetLove, pioneiro no e-commerce para pets, reestreou sua loja virtual após um processo de reposicionamento de marca. Foi a saída adotada para revitalizar o negócio, que por mais de dez anos atendeu o consumidor com o nome de PetSuperMarket.

Fundada em 1999, a empresa de Marcio Waldman nasceu de sua experiência como médico veterinário. “Comecei a vender medicamento para os bichos em minha clínica no final dos anos 1980, pois os donos não encontravam com facilidade. Foi um passo para oferecer outros produtos e abrir um petshop”. Até 2005, ele viveu uma jornada tripla: atendia em consultório, cuidava da loja física e ainda administrava o petshop na internet.

Nos últimos anos, Waldman passou a se dedicar somente ao e-commerce, que oferece mais de 10 mil itens aos clientes. Em 2012, a reestruturação do PetLove rendeu um aporte dos fundos de investimento Monashees Capital, Tiger Global e Kaszek Ventures. “Nosso crescimento ficou acima de 100% nos últimos dois anos. Com isso, pudemos investir na oferta de assinatura de ração aos clientes, que começou em fevereiro. Também queremos estar mais próximos de ONGs e entidades que cuidam de animais”, diz o veterinário.

Continua após a publicidade

Publicidade