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Mercados europeus encerram em alta com a ajuda de bancos

Por Da Redação 5 jun 2012, 14h14

Por Renan Carreira

Londres – Com exceção de Frankfurt, as principais bolsas europeias fecharam em alta nesta terça-feira. Pesaram para o lado positivo o dado sobre a atividade do setor não industrial dos Estados Unidos e o índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto da zona do euro, que, apesar de negativo, levou a expectativas de que os líderes europeus tomem uma ação coordenada para superar a crise. O índice Stoxx Europe 600 subiu 0,31%, para 234,59 pontos. A bolsa de Londres continuou fechada nesta terça-feira por causa do jubileu da rainha Elizabeth II.

Os ganhos nas bolsas só não foram maiores porque a teleconferência dos ministros de Finanças do G-7 não resultou em medidas concretas. De acordo com uma fonte, as autoridades “concordaram em monitorar os acontecimentos de perto antes da cúpula do G-20 em Los Cabos”, referindo-se à reunião marcada para o fim deste mês no México.

Na Bolsa de Frankfurt, o índice DAX registrou queda de 0,15%, fechando a 5.969,40 pontos, recuperando-se de perdas expressivas mais cedo após a divulgação do ISM de atividade do setor não industrial dos EUA, que subiu para 53,7 em maio, ante 53,5 em abril. A estimativa dos analistas era de uma leitura de 53,0.

Mais cedo, comentários do ministro da Fazenda e Orçamento da Espanha, Cristóbal Montoro, de que a Espanha era muito grande para ser salva pesou sobre o sentimento do mercado. Além disso, o índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto da zona do euro caiu para 46,0 em maio, de 46,7 em abril. Os papéis da Lufthansa perderam 1,7% após a companhia australiana Qantas emitir um alerta sobre o lucro deste ano. Por outro lado, as ações da MAN subiram 9,06% depois de a Volkswagen dizer que agora detém mais de 75% da companhia.

O índice CAC 40, da Bolsa de Paris, teve alta de 1,07%, para 2.986,10 pontos, refletindo o dado positivo nos EUA. Os bancos registraram avanço, com Société Générale (+4,02%), Crédit Agricole (+3,0%) e BNP Paribas (+2,37%). Os papéis da Capgemini subiram 3,7% após a empresa vencer um contrato de 130 milhões de euros.

Em Madri, o índice Ibex 35 avançou 0,45%, fechando a 6.267,80 pontos, puxado pelos bancos em meio a esperanças de que os países do G-7 podem chegar a uma solução para o aprofundamento da crise de liquidez na Espanha. Muitos investidores acreditam também que o Banco Central Europeu (BCE) vai reduzir as taxas de juro na zona do euro, disse a IG Markets. As ações da Caixabank subiram 2,55% e as do Bankinter tiveram alta de 2,26%. As companhias que dependem de financiamento bancário também registraram ganho, com Gamesa (+8,62%) e Fomento Construcciones (+3,77%).

Em Milão, o FTSE MIB subiu 0,63%, para 12.973,66 pontos, puxado pelos bancos Monte dei Paschi di Siena (+6,53%), Popolare di Milano (+2,62%) e Banco Popolare (+1,59%). Em Portugal, o índice PSI 20, da Bolsa de Lisboa, teve alta de 0,46%, para 4.492,70 pontos.

Em Atenas, o índice ASE recuou 5,09%, fechando a 476,36 pontos, o nível mais baixo desde 3 de janeiro de 1990. Aparentemente não houve qualquer novo catalisador para o movimento, mas, segundo um corretor, “parece que ninguém quer ter ações gregas antes das eleições de 17 de junho”. “Todos estão começando a achar que a Grécia vai sair da zona do euro”, acrescentou. Alpha Bank caiu 8,9%, EFG Eurobank recuou 15,2% e National Bank of Greece perdeu 8,5%. As informações são da Dow Jones.

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