Assine VEJA por R$2,00/semana
Continua após publicidade

Mercado projeta crescimento menor do PIB neste e no próximo ano

Analistas preveem alta de 3,17% em 2021, abaixo da estimativa de 3,50% do início do ano; projeção da inflação está estável, mas acima do centro da meta

Por Larissa Quintino Atualizado em 4 jun 2024, 14h11 - Publicado em 5 abr 2021, 09h50

Depois de um 2020 de choque recorde na atividade econômica, analistas do mercado financeiro continuam a projetar uma recuperação da economia brasileira. O ritmo, porém, é menor do que o esperado quando o ano começou, principalmente por causa da nova onda de contaminações de Covid-19.

Segundo o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira, 5, pelo Banco Central, o PIB deve ficar em 3,17% neste ano e 2,33% em 2022. O recuo é mínimo em relação à semana anterior, de 0,01 ponto, mas mostra a mesma tendência. No caso da previsão para a economia em 2021, foi a quinta semana consecutiva em que os analistas passam a estimar um crescimento menor.

No início do ano, a projeção de crescimento chegou a 3,50%, mas, a partir das restrições maiores de governadores e prefeitos para tentar diminuir o contágio do novo coronavírus, a previsão começou a diminuir. No caso de 2022, foi a terceira revisão consecutiva para baixo. Há quatro semanas, os analistas consultados pelo BC viam o PIB em 2,5%. O crescimento do país depende muito da velocidade da vacinação. Porém, ainda há entraves na campanha de imunização brasileira.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. A previsão dos analistas está em linha com a do governo, que prevê alta de 3,2%. A última previsão do Banco Central é mais otimista, em 3,6%, assim como da OCDE, de 3,7%. Já o Banco Mundial prevê o PIB basileiro em 3%, abaixo da média mundial. Vale lembrar que a projeção do Banco Mundial foi divulgada na semana passada e já leva em consideração o cenário mais desafiador da economia por aqui. 

A volta da atividade econômica depende do andamento das reformas, essencial para melhorar o ambiente de negócios e para destravar investimentos, estimulando assim a recuperação. A PEC Emergencial, medida que cria gatilhos para o ajuste fiscal em caso de crise financeira, foi promulgada e abriu espaço para a reedição do auxílio emergencial, que começa a ser pago na terça-feira, 6. O valor está em menor proporção do que no ano passado, mas suficiente para aumentar a atenção sobre o risco fiscal do país caso o restante da agenda reformista não ande. O auxílio deverá pagar parcelas entre 175 reais e 375 reais nos próximos quatro meses.

Outra variável medida pelo Boletim Focus que ligava o alerta era a inflação. Depois de 12 semanas consecutivas de alta na previsão do IPCA, o mercado financeiro não mexeu na estimativa da inflação nesta semana. De acordo com os economistas consultados pelo BC, o IPCA deve chegar a 4,81% ao fim do ano, acima da inflação acumulada em 2019 e também acima do centro da meta para o indicador no ano, de 3,75%, mas ainda dentro da margem de tolerância, que vai até 5,25%. A alta dos preços também é projetada para 2022, com inflação a 3,52%, ligeiramente acima dos 3,51% da semana anterior.

O BC mexe na taxa de juros como diretriz da política monetária, já que uma das principais funções da entidade é ser a guardiã da moeda. Quando a inflação sobe, a alta dos juros é um caminho natural, já que, com juros mais caros, o consumo é desestimulado. Com menor demanda, os preços tendem a cair.  Porém, o peso nos preços do país hoje se devem muito mais à alta do câmbio e à cotação das commodities no mercado internacional do que ao aquecimento da demanda da população.

A inflação serve como um termômetro da economia e diversas variantes a afetam. No ano passado, o índice chegou a ter deflação entre abril e maio, devido à queda do consumo e, posteriormente, voltou a subir com o reaquecimento da economia. Com maior demanda aqui e no mundo por alimentos, além de outras variáveis como o real desvalorizado e commodities caras, os preços começaram a subir e impactaram no indicador, que fechou o ano em 4,52%, acima do centro da meta de 4% definido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Domine o fato. Confie na fonte.

10 grandes marcas em uma única assinatura digital

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 2,00/semana*

ou
Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Veja impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 39,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$96, equivalente a R$2 por semana.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.