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Mercado mantém projeção de inflação no primeiro Focus após Copom deixar Selic em 15%

Tom duro do comunicado do último Copom não convence o mercado, que manteve projeções piores que as do BC para a economia

Por Márcio Juliboni Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 22 set 2025, 08h51 • Atualizado em 22 set 2025, 09h03
  • O relatório Focus desta segunda-feira, 22, mostra que o mercado ainda não se convenceu de que a inflação convergirá para o centro da meta de 3%, mesmo com a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) de manter a taxa básica de juros, a Selic, em 15% ao ano. A medida foi anunciada na última quarta-feira, 17, em um comunicado considerado “duro” pelos analistas. No Focus de hoje, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) projetado para este ano permanece em 4,83%, acima, portanto, do teto da meta de 4,5%. A estimativa do mercado também está ligeiramente acima do cenário base que consta no comunicado do Copom da última quarta-feira. A autoridade monetária enxerga uma inflação de 4,8% neste ano.

    O fato de o Brasil continuar ostentando a segunda maior taxa real de juros do mundo tampouco convence o mercado. Para 2026, os analistas consultados pelo BC esperam agora um IPCA de 4,29%, praticamente estável em relação aos 4,3% estimados na semana passada, antes da reunião do Copom. O número está abaixo do teto da meta, mas longe de seu centro, e é mais importante para o trabalho da diretoria do BC, uma vez que cada decisão de juros demora cerca de seis meses para surtir efeito, segundo os especialistas. Assim, a reunião da última quarta-feira só deve mostrar algum impacto a partir de março de 2026. O pessimismo dos analistas no Focus de hoje contrasta com o cenário base do comunicado do Copom, em que o IPCA estimado para 2026 é de 3,6%, bem mais próximo do centro da meta.

    A reunião da semana passada também não impactou as estimativas para prazos mais distantes. O Focus de hoje mostra que o IPCA projetado pelos analistas para 2027 permanece em 3,70%, tal qual no relatório de 15 de setembro. Novamente, o número destoa dos 3,4% do cenário base do Copom. Para 2028, a inflação prevista segue em 3,70%.

    Os analistas consultados pelo BC também não mexeram nas expectativas sobre outros indicadores importantes para a economia. O Focus indica que o mercado continua projetando que a Selic encerrará o ano onde está – 15%. Para 2026, houve uma leve queda de 12,38% para 12,25%. Já para 2027 e 2028, a taxa projetada segue como na semana passada em 10,5% e 10%, respectivamente.

    Para o câmbio, os analistas mantiveram todas as projeções: 5,50 reais por dólar em 2025; 5,60 reais em 2026 e em 2027; e 5,54 em 2028.

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