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Mercado financeiro eleva previsão de inflação para 2011

Índice previsto pelos economistas é de 5,32% - bem acima da meta do governo

Por Da Redação 3 jan 2011, 08h59

O mercado financeiro voltou, nesta segunda-feira, a elevar a expectativa de inflação para 2011. De acordo com a pesquisa semanal Focus divulgada pelo Banco Central, os economistas esperam uma alta de 5,32% no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para este ano. Há um mês, a projeção era de IPCA a 5,20%. Em relação ao levantamento da semana passada, a expectativa de inflação subiu 0,01 ponto porcentual. O patamar esperado pelos analistas está bem acima do centro da meta do governo, de 4,50% para o ano.

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Já a estimativa para o IPCA em 2010 permaneceu em 5,90%, sendo que o centro da meta de inflação neste caso também é de 4,50%. A meta tem margem de tolerância de dois pontos porcentuais para cima ou para baixo. No caso da inflação de curto prazo, o mercado manteve em 0,62% a previsão para o IPCA de dezembro de 2010. Para a inflação de janeiro de 2011, a taxa prevista seguiu em 0,60%, de acordo com a Focus. A previsão para o Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M), utilizado com frequência para regular os contratos de aluguel, variou de 5,44% para 5,54%.

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Os analistas mantiveram a previsão para a Selic (a taxa básica de juros da economia) para o fim de 2011 em 12,25% ao ano. Hoje a taxa está em 10,75% ao ano.

Os demais indicadores indicam certo otimismo do mercado. Na comparação com o relatório divulgado há uma semana, subiram as expectativas para a entrada de recursos estrangeiros no país, de 38 bilhões de dólares para 39,5 bilhões de dólares na categoria de Investimento Estrangeiro Direto (IED).

Em relação ao déficit da conta corrente, as estimativas diminuíram o valor de 69,05 bilhões de dólares para 67,94 bilhões de dólares. As projeções para a Dívida Líquida do Setor Público em proporção do Produto Interno Bruto (PIB) seguiram a mesma tendência e registraram queda de 39,8% para 39,7%. Permaneceram estáveis as expectativas para a taxa de câmbio, em 1,75 real, e para o superávit da Balança Comercial, em 8 bilhões de dólares.

O ritmo da Produção Industrial foi um dos poucos itens a refletir certo pessimismo do mercado. A taxa de expectativa de crescimento baixou de 5,31% para 5,30%, nesta última semana, e permaneceu estável ao longo do mês de dezembro.

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